Vida Esportiva
Convocar ou não Neymar? Veja o que pesa a favor e contra o craque do Santos
Carlo Ancelotti divulga nesta segunda-feira a lista da seleção para amistosos contra França e Croácia
O técnico Carlo Ancelotti anuncia nesta segunda-feira a lista de convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra França e Croácia, programada para o fim do mês. Como de costume, um nome centraliza as atenções antes do anúncio: Neymar .
A camisa 10 do Santos divide opiniões entre especialistas e torcedores. Há argumentos sólidos tanto para sua convocação quanto para deixá-lo fora do grupo neste momento.
Motivos a favor da convocação
Números históricos: Neymar ostenta estatísticas expressivas pela seleção. Com 79 gols, é o maior artilheiro da história da equipe, superando lendas como Pelé (77), Ronaldo Nazário (62) e Romário (55). Apesar do rendimento irregular nos últimos anos, o atacante mantém uma mídia relevante de gols por partida.
Respeito internacional: Neymar segue sendo reconhecido como um jogador de grande peso no futebol mundial. Sua presença em campo costuma atrair a atenção dos adversários e pode influenciar jogos decisivos.
Menos pressão: Convocar Neymar também poderia aliviar parte da pressão sobre Ancelotti. Caso o técnico opte por deixá-lo fora e o Brasil encontre dificuldades nos próximos compromissos, a ausência do camisa 10 certamente voltaria ao centro das críticas.
Motivos contra a convocação
Idade e condição física: Aos 34 anos, Neymar já não apresenta a mesma explosão física de outros tempos. Embora veteranos como Cristiano Ronaldo (41) e Lionel Messi (38) sigam competitivos, os críticos apontam diferenças no cuidado físico e na preparação ao longo da carreira. Para encaixar Neymar hoje, Ancelotti talvez precise ajustar o sistema tático da equipe.
Queda de rendimento: Neymar não atua em alto nível desde 2023, quando trocou o Paris Saint-Germain pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita. No clube saudita, disputou apenas sete partidas e marcou um gol. Já em 2026, de volta ao Santos, entrou em campo quatro vezes. Na derrota para o Corinthians, no último domingo, mostrou sinais de estar distante do auge: erros de passe, perda de bolas e pouca participação defensiva.
Aceitaria o banco? Outra dúvida é sobre o papel do jogador no elenco. Neymar aceitou começar partidas no banco, como fez ídolos brasileiros nas Copas passadas, um exemplo de Zico em 1986 ou Rivellino em 1978? Os analistas acreditam que o peso midiático do futuro poderia gerar pressão adicional caso não fosse titular.
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