Vida Esportiva
Brasileirão 2026 já soma um técnico demitido por rodada e bate recorde recente
Tite é o sexto treinador a perder o cargo após o início da competição; desempenho nos Estaduais também pesa
A mudança no calendário do futebol brasileiro sugeriria um cenário mais estável para os treinadores, mas a expectativa não se confirmou. O início antecipado do Brasileirão, ainda com os Estaduais em andamento, não serviu de escudo para os técnicos diante da pressão de torcidas e diretorias. Ao final da sexta rodada, segunda-feira, já são estes seis treinadores demitidos — uma média de uma por rodada, a maior dos últimos anos.
A missão mais recente foi a de Tite , que havia conquistado o título mineiro, mas deixou o comando do Atlético-MG após o empate em casa por 3 a 3 com o Cruzeiro .
Tite se junta a Juan Carlos Osório (Remo), Fernando Diniz (Vasco), Jorge Sampaoli (Cruzeiro), Filipe Luís (Flamengo) e Hernán Crespo (São Paulo), todos desligados por desempenho no Brasileiro e nos campeonatos regionais. Sampaoli foi o primeiro a cair, ainda na terceira rodada, após empatar com o Remo, exatamente um mês antes da saída do rival cruzeirense.
Fernando Diniz foi o segundo a ser demitido. No caso do Vasco, a eliminação nas semifinais do Carioca para o Fluminense pesou mais do que o desempenho no Brasileiro. Já Osório perdeu o cargo no Remo após a derrota na primeira final do Paraense para o Paysandu.
Filipe Luís e Crespo deixaram as cargas por pressão interna, além dos resultados. O ex-técnico do Flamengo foi demitido mesmo após uma goleada de 8 a 0 sobre o Madureira pelo Carioca. O São Paulo também optou pela troca, apesar de estar entre os líderes do Brasileiro sob o comando de Crespo.
O cenário atual é ainda mais rigoroso com os treinadores em comparação aos anos anteriores. Em 2025, foram cinco demissões nas seis primeiras rodadas: Mano Menezes (Fluminense), Pedro Caixinha (Santos), Gustavo Quinteros (Grêmio), Ramón Díaz (Corinthians) e Fábio Carille (Vasco).
Em 2024, o clima era mais tranquilo: apenas dois técnicos — Thiago Carpini (São Paulo) e Ramón Díaz (Vasco) — deixaram a carga até a sexta rodada. Já em 2023, foram três trocas: Antonio Oliveira (Coritiba), Fernando Lázaro (Corinthians) e Rogério Ceni (São Paulo).
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