Vida Esportiva
Gui Santos se firma no Golden State Warriors e dá sequência à presença brasileira na NBA
Nos últimos 20 jogos, o brasileiro registrou mais de dez pontos em 17 ocasiões
Há pouco mais de seis anos, o pivô Anderson Varejão era condecorado com um anel de campeão pela participação na campanha do título do Golden State Warriors na temporada 2016/17 da NBA. Dois anos antes, o ala-armador Leandrinho era campeão da liga pelos mesmos Warriors. Quis o destino que a franquia californiana fosse o cenário para o representante de uma nova geração do basquete brasileiro na liga americana: agora titular, Gui Santos vive grande momento nos Warriors e vai crescendo jogo após jogo. Desempenho que já rendeu até renovação de contrato.
Aos 23 anos, Gui passou a ganhar mais minutos e a titularidade ocasional no fim de janeiro, num momento em que os Warriors perderam Jimmy Butler (fora da temporada) e Stephen Curry por lesões. Em fevereiro, emendou dez jogos seguidos no quinteto inicial. Desde então, seu desempenho só cresce.
Nos últimos 20 jogos, o brasileiro registrou mais de dez pontos em 17 ocasiões. Em 13 dessas partidas, fez 15 pontos ou mais. No último dia 7, teve o melhor desempenho da carreira, com 22 pontos na derrota dos californianos por 104 a 97 para o Oklahoma City Thunder. Gui também tem se destacado nos rebotes, com três jogos de dígitos duplos no fundamento nos últimos dez.
— Estou muito feliz com esse momento, sempre trabalhei duro para aproveitar as oportunidades quando elas aparecessem. Isso é fruto de muito treino e da confiança que todos me passam na equipe — celebra ele.
O trabalho do atleta até o momento foi realmente árduo. Escolha 55 do Draft de 2022, uma posição que normalmente não oferece caminho fácil para permanência na liga, o brasiliense alternou entre o Santa Cruz Warriors, filial da equipe na G League (liga de desenvolvimento), e o time principal em seus primeiros anos de franquia. Cresceu fisicamente e passou a atuar mais por dentro do garrafão, entre as posições de ala e ala-pivô. Uma transição difícil para um atleta que foi ala-armador no basquete brasileiro, no Minas — posição com mais espaço e posse de bola e menos duelos físicos.
Para nadar entre os tubarões do garrafão, Gui poliu ainda mais seus fundamentos e acumulou experiência. Virou praticamente um especialista em rebotes dos dois lados da quadra, desenvolveu um ótimo pump fake (drible de “movimento em falso” para enganar a marcação) e vem aumentando a agressividade no ataque à cesta. O arremesso de três pontos é outra característica importante de seu jogo.
A evolução e a proximidade do fim do contrato fizeram os Warriors acertarem uma renovação de contrato com o jogador: três anos e 15 milhões de dólares (R$ 78 milhões, na cotação atual), segundo a imprensa americana. O acordo inclui uma “player option” para a temporada 2028-29, quando Gui decidirá se exerce o último ano do vínculo. Valor que chegou até a ser considerado econômico por analistas, dado o potencial do brasileiro.
— Fui muito bem recebido quando cheguei aos Warriors. Sempre fui abraçado pelos fãs, recebo muito carinho de todos, então meu objetivo era ficar na equipe. Quero ficar aqui por muitos anos, então essa extensão de contrato é mais um passo no meu plano de ficar por muito tempo. É um passo importante para mim, como profissional, e para a minha família — avalia Gui.
Busca pelos playoffs
Agora titular de uma franquia tradicional e único brasileiro na liga, Santos e seus companheiros vivem o desafio de tentar levar os Warriors aos playoffs em meio às várias dificuldades da temporada. A 16 jogos do fim da temporada regular, o time ocupa a 9ª colocação da Conferência Oeste (campanha de 32 vitórias e 34 derrotas), que dá vaga ao play-in (mata-mata do 7º ao 10º valendo vaga nos playoffs). Logo atrás vem o Portland Trail Blazers, de outro representante do país na liga, mas fora das quadras, o técnico Tiago Splitter.
De rebote em rebote, jogada a jogada, Gui vai levando a bandeira brasileira mais longe na elite do basquete. A bola laranja corre no sangue da família: o irmão, Edu, fez sua estreia como profissional aos 16 anos, no último dia 20, pelo Pinheiros. Os dois são filhos de jogadores de basquete. O pai, Deivisson, fez carreira no NBB e passou por Franca, Araraquara e São José.
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