Vida Esportiva

Ex-líbero Serginho relembra primeira vez que dividiu quarto com Maurício e faz alerta sobre o vôlei atual

Em podcast, bicampeão olímpico analisa o nível da Superliga masculina e fala sobre a formação de novos atletas

Agência O Globo - 26/02/2026
Ex-líbero Serginho relembra primeira vez que dividiu quarto com Maurício e faz alerta sobre o vôlei atual
Serginho Escadinha - Foto: Reprodução / Instagram

Com duas medalhas de ouro olímpicas no currículo, o ex-líbero Serginho acumula histórias marcantes de sua trajetória vitoriosa no vôlei. Durante participação no podcast "Basticast", ele compartilhou lembranças dos primeiros contatos com grandes nomes da modalidade, especialmente nas convocações iniciais sob o comando do técnico Bernardinho.

No primeiro treino com a seleção, Serginho — conhecido como Escadinha — enfrentou momentos de tensão ao se deparar com ídolos já consagrados. "O primeiro treino foi horrível porque estava muito nervoso. Tinha Giovane, Maurício, do meu lado. Aí fomos treinar no Rio, na areia, e os caras começaram a tirar a camisa. Eu não ia tirar a camisa. Os caras tudo forte, saíam nas revistas. Eu pesando 78kg, magrelo. Passei mal de tanto treinar, mas me recuperei e voltei para o treino. Já estou aqui, ninguém me tira mais", contou Serginho no bate-papo com Lucas Lustoza e Mariana Mello.

Entre 2001 e 2004, Serginho dividiu o quarto com o levantador Maurício, experiência que ainda rende boas risadas ao ex-jogador. "Quando cheguei no hotel no Leme, perguntei para a recepcionista: 'Moça, o Maurício do vôlei está aí em cima?' Ela respondeu que sim. Eu disse: 'Não vou lá não, não vou'. Eu tremia. Peguei o elevador suando frio. Apertei a campainha, ele abriu a porta, comecei a olhar para cima, ele ficou gigante (embora tenhamos a mesma altura). Eu só chorei e abracei ele. Ele me perguntou por que eu estava chorando e respondi que não largaria ele nunca mais. 'Você é meu ídolo, jogo vôlei por sua causa'. Ele também chorou no dia", relembrou Serginho.

Hoje aposentado das quadras, Serginho se dedica a projetos sociais por meio de seu instituto, mas segue atento ao cenário do vôlei profissional no Brasil. Ele fez uma análise crítica sobre o momento da categoria masculina.

"O nível da Superliga masculina é horrível, apenas dois, três times se destacam. Me preocupo com a base da seleção brasileira, o tamanho dos atletas. Para a seleção chegar hoje a uma semifinal, tem que jogar muito voleibol. A nossa base está muito ruim", avaliou o ex-líbero.