Vida Esportiva

Ex-atleta alemã considera sexo na Vila Olímpica 'natural' e comenta falta de preservativos nos Jogos de Inverno

Suzana Titke destaca ambiente de euforia e alívio pós-prova como fatores que favorecem relações entre atletas

Agência O Globo - 26/02/2026
Ex-atleta alemã considera sexo na Vila Olímpica 'natural' e comenta falta de preservativos nos Jogos de Inverno
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A ex-saltadora à distância Suzana Titke, reconhecida nos anos 1990 como uma das atletas mais bonitas do circuito internacional, afirmou que as relações sexuais durante os Jogos Olímpicos são uma personalidade “completamente natural” no contexto da Vila Olímpica.

Aos 57 anos, Titke explicou que o ambiente dos Jogos envolve fatores emocionais e físicos que favorecem a proximidade entre atletas. Segundo ela, os competidores chegam ao evento após anos de disciplina rigorosa e sob intensa pressão. Ao final das provas, vivenciamos uma descarga emocional significativa, impulsionada por altos níveis de adrenalina e hormônios ativados pela competição.

— Imagine preparar-se durante quatro anos para duas semanas nos Jogos Olímpicos. Após a prova, seja qual for o resultado, há um enorme rompimento e o desejo de compartilhar esse sentimento com alguém. Agora, imagine estar na Vila Olímpica com milhares de jovens interessados. A resposta é óbvia — declarada.

Titke foi quinto colocado no salto à distância nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e terminou em oitavo lugar em Barcelona 1992.

As declarações da ex-atleta ganharam destaque após relatos de que os preservativos distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 ficaram esgotados apenas três dias após o início das competições.

Segundo o jornal italiano La Stampa , os estoques foram consumidos rapidamente, o que levou os organizadores a providenciar o ajuste. Uma fonte anônima afirmou ao veículo que “os estoques se esgotaram em apenas três dias” e que novas unidades seriam enviadas, sem prazo definido.

A tradição de distribuir preservativos nas Vilas Olímpicas existe desde os Jogos de Seul de 1988, quando uma iniciativa foi iniciada para ampliar a conscientização sobre doenças sexualmente transmissíveis.

De acordo com o The Guardian , o número de preservativos disponibilizados nos Jogos de Inverno foi inferior ao registrado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando cerca de 300 mil unidades foram distribuídas — uma mídia de dois preservativos por atleta por dia. Em Milão-Cortina, o total teria ficado abaixo de 10 mil unidades para um universo de pouco menos de 3 mil concorrentes. Em Paris, participaram aproximadamente 10.500 atletas.

'Não há motivo para vergonha'

O governador da Lombardia, Attilio Fontana, pediu que o assunto não fosse tratado como tabu.

— Sim, fornecimento de conservantes gratuitos aos atletas da Vila Olímpica. Se isso parece estranho para alguns, é porque não estão familiarizados com a prática olímpica estabelecida — afirmou nas redes sociais.

Fontana também participou de um vídeo da patinadora espanhola Olivia Smart, que exibiu preservativos com o logotipo amarelo da região da Lombardia. O conteúdo viralizou no TikTok.