Vida e Saúde

Mpox: presidente da Frente Parlamentar da Vacina pede mais imunização após Rio registrar 43 casos

Daniel Soranz alerta para a falta de imunizantes na maioria das cidades brasileiras. Dez pacientes estão internados no Rio; saiba identificar os sintomas da doença.

Agência O Globo - 30/10/2026
Mpox: presidente da Frente Parlamentar da Vacina pede mais imunização após Rio registrar 43 casos
Mpox: presidente da Frente Parlamentar da Vacina pede mais imunização após Rio registrar 43 casos

O presidente da Frente Parlamentar da Vacina no Congresso Nacional, Daniel Soranz, está cobrando do Ministério da Saúde a ampliação da vacinação contra a mpox em todo o Brasil. Sua preocupação se justifica pelo aumento da circulação do vírus e pela dificuldade de acesso aos imunizantes, que ainda não estão disponíveis na maioria das cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, já foram diagnosticados 43 casos da doença, com dez pacientes internados, segundo dados apresentados por Soranz.

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“Infelizmente, poucas vacinas foram recebidas e a maior parte da população de risco ainda não foi vacinada. Muitos países já oferecem essa proteção aos grupos prioritários. É fundamental ampliar a cobertura vacinal contra a mpox em todo o Brasil”, afirma.

Apesar do alerta, Soranz destaca que não há motivo para pânico, mas a população precisa ficar atenta. Em 2022, durante o surto da doença, o Rio de Janeiro chegou a registrar 351 casos.

Como identificar os sintomas da mpox?

O aparecimento de bolhas ou feridas na pele, acompanhado de febre e ínguas, pode ser um sinal de mpox. As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Inicialmente, podem se apresentar como manchas ou pequenas elevações na pele, evoluindo para bolhas e crostas. Outros sintomas incluem dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.

“É uma doença de fácil diagnóstico. Na maioria das vezes, aparecem bolhas, seguidas de febre e aumento dos linfonodos. São aquelas pequenas ínguas que surgem próximas à região das lesões”, explica Soranz.

O que fazer em caso de suspeita?

Ao perceber sintomas compatíveis com a mpox, a orientação é procurar uma unidade de saúde, evitar contato físico próximo com outras pessoas e não compartilhar toalhas, roupas ou objetos pessoais até receber avaliação médica.

Segundo Soranz, a confirmação da doença é feita por meio da coleta de material das lesões, encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

“Todas as unidades básicas de saúde estão aptas a realizar a coleta. O diagnóstico precoce evita que a doença seja transmitida, permite orientar o paciente e garante um acompanhamento mais adequado”, destaca.

Como ocorre a transmissão?

A mpox é transmitida principalmente pelo contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

A vacinação é uma importante estratégia de prevenção para os grupos prioritários, mas o acesso aos imunizantes ainda é limitado no Brasil.

Para Soranz, ampliar a vacinação, identificar rapidamente os casos e orientar a população são medidas fundamentais para evitar o avanço da doença.

“Não é motivo de pânico, mas precisamos ficar atentos”, reforça.