Vida e Saúde

Câncer: vacina reduz em 42% risco de morte ou recidiva por câncer de pele agressivo

Trata-se de uma terapia com base em mRNA, ainda em fase de estudos, desenvolvida para o tratamento do melanoma

Agência O Globo - 23/10/2026
Câncer: vacina reduz em 42% risco de morte ou recidiva por câncer de pele agressivo
Câncer: vacina reduz em 42% risco de morte ou recidiva por câncer de pele agressivo - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma nova em desenvolvimento para o melanoma, a forma mais agressiva de de pela, foi capaz de reduzir em 42% o risco de recorrência do tumor ou de morte em até dois anos, de acordo com dados divulgados na última quinta-feira pelas farmacêuticas MSD e Moderna.

— Todos estão muito esperançosos de que esta seja uma nova forma de tratar pacientes com melanoma — diz o médico Robert Vonderheide, presidente eleito da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, ao The New York Times.

O ensaio clínico envolveu 1.137 pacientes com melanoma que tiveram seus tumores removidos cirurgicamente e receberam um medicamento de imunoterapia chamado pembrolizumabe (Keytruda), que libera certas células imunológicas para atacar as células cancerígenas. Cerca de dois terços dos pacientes foram aleatoriamente designados para receber também a vacina experimental de mRNA, administrada em nove doses, e o outro terço recebeu um placebo.

As vacinas foram personalizadas para incluir até 34 "neoantígenos" específicos, ou seja, novas proteínas expressas pelo tumor de cada paciente paciente, para estimular uma resposta imunológica a essas proteínas. Os resultados mostraram que dois anos após o início do estudo clínico, os pacientes que receberam a vacina apresentaram uma probabilidade muito menor de o câncer ter retornado ou de ter se espalhado por todo o corpo.

Apesar dos resultados, os estudos clínicos ainda não demonstraram se o grupo que recebeu a vacina viveu mais tempo. Essa medida, chamada de sobrevida global, é o padrão ouro para determinar se uma intervenção contra o câncer realmente funciona e, às vezes, pode ser um requisito para a aprovação regulatória.

Cientistas estão estudando vacinas semelhantes para diversos outros tipos de câncer, como o de pâncreas e no cérebro.