Vida e Saúde
Mulher tenta espremer espinha e descobre tumor vascular que cresce há 19 anos
Hope Schiefer passou por duas cirurgias, mas não conseguiu remover a protuberância
Aos 13 anos, Hope Schiefer percebeu uma pequena protuberância no rosto e imaginou que se tratava de uma espinha ou cisto. A reação foi tentar espremê-la, mas nada aconteceu como o esperado. O diagnóstico foi um hemangioma, um tumor vascular formado por vasos sanguíneos.
O diagnóstico foi feito por um médico especializado em cirurgia vascular. Hoje, aos 32 anos, a norte-americana, que vive em College Station, no Texas, convive há 19 anos com a protuberância. Ela conta que não percebeu o crescimento inicialmente; foi uma pessoa na igreja que chamou sua atenção para o caroço durante uma das aulas, relatou o jornal The Sun.
A protuberância recebeu até um nome: Betty. Ao longo dos anos, ela passou por exames como ressonâncias magnéticas, tomografias e ultrassonografias para avaliar a relação da alteração com vasos sanguíneos importantes do rosto.
— Eu não percebi Betty sozinha, alguém na igreja apontou para ela durante uma de nossas aulas. No começo, parecia um caroço no meu rosto. Inicialmente, pensei que fosse um cisto ou uma espinha particularmente ruim, então tentei espremê-la. Nada aconteceu, e ficou claro que não era uma espinha comum — disse Hope em um vídeo compartilhado em seu perfil no TikTok.
Nos últimos anos, o crescimento avançou em direção ao pescoço. Hope afirma conseguir sentir o sangue circulando pela região e diz que, em alguns momentos, o tumor pulsa de maneira visível.
Ela também foi submetida a duas cirurgias com o objetivo de bloquear ou diminuir o fornecimento de sangue para a região.
— Desde que esse hemangioma apareceu e eu fiz as cirurgias, sempre sofri bullying e fui alvo de piadas por causa disso. (...) Por ser diferente, por ter uma imperfeição tão visível. Eu me odiava — contou no vídeo.
Em sua consulta mais recente ao médico, Hope soube que o tumor vascular, como é classificado o hemangioma, que é benigno, está pressionando um vaso sanguíneo importante em seu rosto. Uma nova intervenção cirúrgica foi descartada por ela porque poderia potencialmente levar a complicações graves, incluindo paralisia ou um coágulo sanguíneo que se desloque para os pulmões ou coração.
Ser mãe também a levou a descartar uma nova cirurgia. Ao analisar os riscos, disse preferir estar presente para o filho do que ter um rosto convencionalmente "perfeito".
Aos 27 anos, Hope também recebeu o diagnóstico de síndrome do anticorpo antifosfolípide (APS), uma doença autoimune associada à formação de coágulos. Ela afirma que a condição pode ter relação com o crescimento e também contribui para os riscos envolvidos em uma cirurgia.
A protuberância também apresenta mudanças ao longo do tempo. Hope relata que ela fica maior e mais sensível durante o período menstrual, quando o fluxo sanguíneo aumenta. Depois do nascimento do filho, segundo ela, a alteração avançou ainda mais em direção ao pescoço. Durante o ciclo menstrual, Hope também a sente mais sensível.
Ao longo da adolescência e da vida adulta, a aparência também trouxe consequências emocionais. Hope relata ter faltado às aulas para evitar comentários e diz ter sido alvo de ataques nas redes sociais. Entre as provocações, ela foi comparada ao personagem Glenn Quagmire, da animação "Family Guy".
Depois de anos encarando a alteração como uma fraqueza, Hope decidiu dar um nome ao tumor: Betty. A escolha, segundo ela, foi uma forma de ressignificar a experiência e recuperar algum controle sobre algo que havia afetado sua autoestima durante anos.
— Betty representa tudo o que sobrevivi: os procedimentos médicos, o desconforto físico, o bullying e os anos lutando com a minha autoestima — contou.
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