Vida e Saúde

Estresse no trabalho e disfunção erétil: novas evidências

Estudo revela que homens sob maior estresse têm muito mais chances de enfrentar problemas eréteis.

Agência O Globo - 11/09/2026
Estresse no trabalho e disfunção erétil: novas evidências
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um estudo com 826 homens, com idades entre 22 e 40 anos, revelou uma forte associação entre o estresse no trabalho e a disfunção erétil. Entre os participantes classificados como pertencentes ao grupo de maior estresse,54,37% apresentaram o problema, comparados a apenas 8,21% dos homens com menor nível de estresse.

Publicada no periódico International Journal of Clinical Practice, a pesquisa utilizou uma ferramenta de monitoramento de estresse, que combina cinco fatores: horas de trabalho semanais, autonomia na tomada de decisões, apoio da supervisão, relacionamento com colegas e pressão por promoção.

Os voluntários que obtiveram pontuações mais altas na escala de estresse mostraram resultados muito inferiores em um questionário padrão sobre função erétil, em comparação aos que pontuaram mais baixo.

Além disso, exames de sangue revelaram que o cortisol, principal hormônio do estresse, apresentava valores elevados, enquanto testosterona caiu significativamente.

Os 826 homens analisados trabalhavam em tempo integral no departamento de urologia de um hospital na China, sendo estudados entre março de 2022 e agosto de 2024. Para garantir a precisão dos resultados, foram excluídos homens com doenças, que tomavam medicamentos afetando a função sexual ou que trabalhavam em turnos noturnos e rotativos.

Os pesquisadores descobriram que apenas 8,21% dos homens considerados “menos estressados” relataram disfunção erétil, enquanto 54,37% dos que se encontravam sob mais estresse apresentaram problemas sexuais. Portanto, após ajustes para idade, peso, fumo e consumo de álcool, homens no grupo de maior estresse apresentaram 10,26 vezes mais chances de desenvolver disfunção erétil.

O cortisol matinal, conhecido como “hormônio do estresse”, mostrou um aumento significativo entre os participantes mais estressados: 74% a mais do que entre os mais “tranquilos”. Em contrapartida, a testosterona encolheu mais de um terço.

A análise estatística também revelou que as variações no nível de cortisol foram responsáveis por cerca de 40% da relação entre o estresse no trabalho e os problemas de ereção.