Vida e Saúde

Criança de 8 anos morre após rara infecção por ameba comedora de cérebro nos EUA

Lillian Smart teria contraído a Naegleria fowleri ao nadar em lago da Louisiana; doença tem taxa de mortalidade de 97%

Agência O Globo - 25/08/2026
Criança de 8 anos morre após rara infecção por ameba comedora de cérebro nos EUA

Uma menina de 8 anos morreu no sábado (22), na Louisiana, nos Estados Unidos, após ser infectada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. Lillian Smart, que havia completado oito anos um dia antes, teria contraído o micro-organismo enquanto nadava no Lago Claiborne, segundo o Departamento de Saúde da Louisiana.

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A ameba pode entrar no organismo pelo nariz e chegar ao cérebro, provocando meningoencefalite amebiana primária, uma infecção rara e quase sempre fatal. De acordo com informações da emissora KNOE, Lillian foi hospitalizada após apresentar febre e, posteriormente, visão dupla e outros sintomas. Inicialmente, os médicos suspeitaram de meningite bacteriana, mas depois confirmaram a infecção por Naegleria fowleri.

Pais pedem orações após morte

— Na noite passada, Lillian correu dos nossos braços para os braços de Jesus. Os ferimentos no cérebro dela foram graves demais para que seu pequeno corpo se recuperasse — escreveram os pais da menina na página “Love for Lillian”, no Facebook.

O governador da Louisiana, Jeff Landry, e o senador John Kennedy lamentaram a morte nas redes sociais. Lillian também foi lembrada por moradores de Ruston, onde vivia, como uma criança alegre e sorridente.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os primeiros sintomas costumam surgir cerca de cinco dias após a infecção e incluem dor de cabeça, febre, náusea e vômitos. A doença pode evoluir rapidamente para rigidez na nuca, convulsões, coma e morte. Entre 1937 e 2025, foram registrados apenas 180 casos conhecidos nos Estados Unidos.

A Naegleria fowleri é encontrada principalmente em água doce quente, como lagos, rios e lagoas. Para reduzir o risco, autoridades recomendam evitar que a água entre pelo nariz ao nadar ou mergulhar e utilizar apenas água destilada, estéril ou previamente fervida em procedimentos de lavagem nasal.

Os pais de Lillian afirmaram que buscarão apoio na fé e na comunidade para enfrentar a perda.

— O nosso fundamento ainda está em Jesus. Ele nos dará forças quando não tivermos mais nenhuma — escreveram.