Vida e Saúde
Dia D de vacinação acontece neste sábado: veja quem pode ou não tomar as 19 vacinas disponíveis
Campanha realizada em todo o país tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos
Neste sábado, é realizado em todo o país o Dia D nacional de multivacinação, quando as unidades de saúde estarão abertas para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explica que a campanha de multivacinação, que ocorre em todo o país entre 3 de agosto e 1º de setembro, é especialmente importante para a atualização de doses.
— Tem muitas crianças que receberam a primeira, a segunda, mas não receberam a terceira dose de uma vacina que precisa de três doses, ou não tomaram o reforço. Como cada vez temos mais vacinas incorporadas no SUS, muitas vezes os pais têm dificuldade de acompanhar o calendário — diz Padilha.
A vacinação infantil é extremamente importante para evitar a disseminação de doenças e impedir o retorno de enfermidades graves controladas no país, como a paralisia infantil e o sarampo.
— Queria lembrar os atuais pais que eles não tiveram paralisia infantil, não tiveram sarampo porque um dia os seus pais saíram de casa, às vezes em situações muito mais difíceis, e foram te vacinar. Não negue ao seu filho um direito que seu pai não te negou. A vacina protege a criança e a proteção individual gera proteção coletiva na escola, na igreja, no local de lazer e, com isso, protege todo o Brasil — diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de covid-19, poliomielite, difteria, meningite, sarampo, catapora e infecções pelo humano.
— Tem duas coisas que ajudam o envelhecimento da população: uma é a vacina, a outra é a água potável. Sem essas vacinas, voltaremos a ver rotineiramente doenças que já mataram muito. Perder a oportunidade de vacinar sua criança ou seu adolescente é colocá-lo em risco para uma doença grave — alerta a pediatra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Uma dica para facilitar o acompanhamento do calendário vacinal das crianças e adolescentes é entrar no Meu SUS digital, baixar a caderneta de vacina no celular e o aplicativo envia mensagens de alerta quando estiver próximo da data de tomar alguma nova vacina ou dose de reforço.
Embora a campanha tenha como público-alvo crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde informa que pessoas de outras faixas etárias podem aproveitar para colocar a imunização em dia. Para se vacinar, a orientação é levar um documento e o cartão de vacinação. Lembrando que a ausência da caderneta não é um impedimento para se vacinar.
— No sábado, as unidades de saúde estarão focadas em vacinar as crianças e os adolescentes, mas podem checar a situação vacinal do pai, da mãe, do responsável e, dependendo da atividade, já vacinar no próprio sábado, ou orientar os pais sobre como devem voltar para se vacinar. E em cidades como São Paulo, São Bernardo e Guarulhos, que estão em uma grande mobilização para impedir surto de sarampo, certamente as unidades de saúde irão vacinar contra o sarampo todos de seis meses até 59 anos que passarem por lá — afirma o ministro.
Confira as vacinas que estarão disponíveis e a indicação para cada uma, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI):
BCG
Protege contra formas graves e disseminadas da tuberculose e tem efeito protetor contra a hanseníase. Indicada em dose única ao nascer. Pode ser aplicada em crianças menores de 5 anos de idade, caso tenham perdido o prazo inicial.
Hepatite B recombinante
Protege contra as hepatites B e D. O SUS aplica uma dose ao nascer e continua com a vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de vida. Quem já completou o esquema vacinal na infância não precisa de novas doses. Se houver atraso, apenas se completam as doses faltantes. Em adolescentes e adultos não vacinados, o esquema consiste em três doses, aplicadas com intervalos de 0, 1 e 6 meses.
Penta
Protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas pelo H. influenzae b e hepatite B. O esquema vacinal consiste em três doses aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. Se a criança perder o prazo, não é necessário reiniciar o esquema, basta aplicar a dose faltante para dar continuidade.
Polio inativada (VIP)
Protege contra a poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil. O esquema vacinal é composto por cinco doses para crianças menores de cinco anos, que substituem a antiga vacina oral em gotas. São três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, seguidas de um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos de idade. Crianças menores de 5 anos com o esquema vacinal incompleto devem apenas completar as doses que faltam.
Rotavírus humano
Protege contra doenças diarreicas agudas causadas pelo rotavírus. O esquema é exclusivo por via oral, composto por duas doses. A primeira aos 2 meses de idade e a segunda, aos 4 meses. Caso haja atraso, a primeira dose pode ser aplicada até antes da criança completar 12 meses e a segunda, até antes dos 24 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pneumo 10-v e 20-v
Ambas protegem contra doenças pneumocócicas invasivas, como pneumonia e meningite. Atualmente, o esquema para menores de 5 anos consiste em uma dose de Pneumo 20 aos 2 meses, uma dose de Pneumo 10 aos 4 meses e um reforço de Pneumo 20 aos 12 meses. Em caso de atraso na vacinação, o esquema dependerá da idade da criança quando a primeira dose for aplicada.
Meningo C
Protege contra doenças meningocócicas causadas pelo sorogrupo C. O esquema vacinal consiste em duas doses aos 3 e 5 meses de idade. Crianças em atraso vacinal podem atualizar seus esquemas antes de completarem 5 anos.
Influenza
Protege contra a gripe. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos devem ser vacinadas todo ano. Quem vai receber a vacina pela primeira vez deve tomar duas doses com 30 dias de intervalo. As que já tomaram em anos anteriores recebem apenas uma dose por ano. O imunizante também é recomendado anualmente para pessoas a partir de 60 anos.
Covid-19
Protege contra as formas graves de Covid-19. A vacina está disponível para crianças de 6 meses até menos de 5 anos, pessoas a partir de 60 anos e gestantes. O esquema varia de acordo com a faixa etária. Para crianças, a imunização é recomendada aos 6 meses de vida. São três doses, sendo a segunda após um intervalo de quatro semanas e a terceira, após oito semanas da segunda dose. Idosos devem receber duas doses anuais, com intervalo de 6 meses entre elas, e gestantes, uma dose, em qualquer momento da gravidez, independentemente do histórico vacinal. Pessoas de 5 a 59 anos de idade, sem imunização prévia, também podem se vacinar. Nesse caso, é aplicada apenas uma dose.
Febre amarela
Protege contra a febre amarela. O esquema vacinal consiste em duas doses para crianças (aos 9 meses e um reforço aos 4 anos) e dose única para pessoas de 5 a 59 anos que nunca se vacinaram. Quem recebeu uma dose antes dos 5 anos precisa de um reforço.
Meningo ACWY
Protege contra doenças meningocócicas causadas pelos sorogrupos A, C, W-135 e Y. A vacina é oferecida para o reforço de crianças aos 12 meses de idade e para adolescentes de 11 a 14 anos. Crianças que perderam o reforço aos 12 meses podem tomar a ACWY até antes de completarem 5 anos.
Tríplice viral
Protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O esquema vacinal é composto por duas doses, sendo a primeira aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. Crianças a partir de 5 anos até adultos de 29 anos devem receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias, caso não tenham sido vacinados no período recomendado. Adultos de 30 a 59 anos que não tenham comprovação de vacinação prévia devem receber uma dose. Para evitar a reintrodução do sarampo no país, especificamente nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, a vacinação contra o sarampo é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos de idade, independentemente da situação vacinal anterior. Neste caso, crianças de 6 a 11 meses podem receber uma dose antecipada da vacina, conhecida como "dose zero". Essa aplicação não substitui as duas doses previstas no calendário vacinal, que devem ser administradas aos 12 e 15 meses.
Varicela
Protege contra catapora. O esquema de vacinação é composto por duas doses: a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos. Em caso de atraso vacinal, a imunização pode ser feita até os 6 anos de idade.
DTP
Protege contra difteria, tétano e coqueluche. O esquema de vacinação para rotina é composto por duas doses: a primeira aos 15 meses de vida e a segunda aos 4 anos.
Hepatite A
Protege contra a hepatite A. O esquema vacinal consiste em dose única aplicada aos 15 meses de idade, podendo ser administrada em crianças até antes de completarem 5 anos, caso tenham perdido a idade oportuna.
dT
Protege contra difteria e tétano. Recomendada como dose de reforço da DTP para adolescentes de 14 anos. Depois disso, recomenda-se a aplicação de um reforço a cada 10 anos. Pessoas com esquema vacinal incompleto apenas precisam receber as doses que faltam para completar três doses com o componente tetânico. Não vacinados ou pessoas com histórico desconhecido devem receber três doses no total, com um intervalo ideal de 60 dias entre elas.
HPV 4
Protege contra doenças causadas pelo papilomavírus humano, incluindo câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. O Ministério da Saúde adota o esquema de dose única para adolescentes de 9 anos. Em caso de atraso, é possível se vacinar até os 14 anos. Até 31 de dezembro, jovens de 15 a 19 anos que não receberam o imunizante na idade recomendada também podem se vacinar.
Dengue tetravalente
Protege contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4. No SUS, a vacina Qdenga, do laboratório Takeda, está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em um esquema de duas doses, com 90 dias de intervalo entre elas.
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