Vida e Saúde

Roberto Carlos passa bem após cirurgia de vesícula realizada nesta sexta; entenda procedimento

O cirurgião Raul Cutait viajou especialmente de São Paulo para o Rio para realizar o procedimento

Agência O Globo - 24/07/2026
Roberto Carlos passa bem após cirurgia de vesícula realizada nesta sexta; entenda procedimento
Roberto Carlos - Foto: Reprodução / Instagram

O cantor Roberto Carlos , de 85 anos, passou na manhã desta sexta-feira por uma cirurgia para retirada da vesícula por videolaparoscopia . O procedimento, realizado no Hospital Copa Star , durou 1h30. Roberto Carlos passa bem e deve ter alto em um dia.

O procedimento foi realizado pelo movimento Raul Cutait , que passou de São Paulo para o Rio especialmente para isso. O cantor não queria deixar a cidade.

A cirurgia já foi agendada anteriormente e não deve interferir na agenda do artista.

Entenda uma cirurgia

A vesícula biliar é um órgão em forma de saco localizado junto ao fígado que tem como função armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão dos alimentos. A vesícula lança a bile no intestino, onde desempenha o papel na metabolização da comida, segundo informações do Hospital Einstein Israelita .

Já a “cirurgia de vesícula” é uma retirada do órgão, operação chamada formalmente de colecistectomia . De acordo com o mecanismo geral e especialista em videolaparoscopia Ernesto Alarcon , é um procedimento frequente e seguro, que pode ser indicado em diferentes situações, como:

Colecistite aguda , inflamação súbita geralmente causada por cálculos biliares e acompanhada de dor intensa;

Pedras na vesícula , que podem provocar crises recorrentes de dor abdominal;

Pólipos na vesícula biliar , que desativam o acompanhamento devido ao risco de malignização;

Discinesia biliar , quando a vesícula não se contrai adequadamente;

Câncer de vesícula biliar , condição rara, porém grave.

O especialista explica que existem duas abordagens cirúrgicas para a retirada da vesícula. A primeira é a colecistectomia aberta , técnica tradicional que exige uma incisão maior, mas que hoje é reservada para casos específicos, como inflamações graves, aderências importantes ou complicações que impedem a laparoscopia.

Isso porque a segunda técnica, a colecistectomia laparoscópica , é a mais utilizada hoje. Ela exige apenas um procedimento minimamente invasivo, realizado por meio de pequenas incisões no abdômen, que proporcione menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida e cicatrizes discretas. Por usar uma câmera, a técnica também é chamada de videolaparoscopia .