Vida e Saúde
Farmacêutica traz novo medicamento não-hormonal para menopausa ao Brasil
Hypera Pharma firmou parceria com a japonesa Astellas para trazer o fezolinetanto, aprovado pela Anvisa.
A Hypera Pharma anunciou que vai trazer o novo medicamento não-hormonal que trata sintomas da menopausa, o fezolinetanto, para o Brasil. O remédio foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho para o tratamento de sintomas vasomotores (SVM) moderados a intensos associados à menopausa.
A expectativa é que o produto esteja disponível nas farmácias ao longo do primeiro semestre de 2027, "concluídas as etapas regulatórias e operacionais do lançamento", diz a Hypera Pharma. O fármaco é protegido por patente até 2034, mas a comercialização será possível graças a uma parceria firmada com o laboratório que desenvolveu o medicamento, a Astellas, de origem japonesa.
Segundo a Anvisa, o tratamento consegue atuar nos fogachos, sintomas que consistem em episódios repentinos de calor intenso, que podem ser acompanhados de sudorese e rubor, predominantemente na cabeça, no pescoço, no peito e na parte superior das costas.
Antes da menopausa, há um equilíbrio entre os hormônios estrogênio e uma proteína chamada neurocinina B, que regula o centro de controle da temperatura. Porém, à medida que o corpo passa pela menopausa, os níveis de estrogênio diminuem, o que altera esse equilíbrio e pode levar ao excesso de neurocinina B e aos sintomas vasomotores.
Nesse sentido, o novo medicamento age impedindo que a neurocinina B se ligue aos seus alvos no cérebro, reduzindo assim o número e a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos. "Estudos demonstraram que, em quatro semanas de tratamento, o medicamento reduziu, em média, em 53% as ondas diárias de calor", diz a agência sanitária brasileira. A intensidade dos sintomas também foi menor entre as mulheres que usaram o novo remédio.
Novas alternativas de tratamento, especialmente para as mulheres que não podem seguir terapias hormonais, são importantes devido à magnitude do problema pelo mundo. Segundo um relatório da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a prevalência global dos sintomas do tipo associados à menopausa é estimada em aproximadamente 11% a 47% das mulheres com mais de 40 anos.
O novo medicamento, que leva o nome de Veoza no exterior, será vendido no Brasil por meio da Mantecorp Farmasa, marca da Hypera Pharma. “Essa parceria reforça a posição da Hypera como uma das principais referências em saúde feminina no Brasil e representa mais um passo na trajetória de inovação que construímos nos últimos anos, com marcas relevantes como Ammy, Addera e Ofolato”, afirma Breno Oliveira, CEO da farmacêutica, em nota.
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