Vida e Saúde

Cientista cria cerveja que atua como uma vacina; entenda

Trabalho foi publicado no site de repositório de pesquisas Zenodo

Agência O Globo - 29/06/2026
Cientista cria cerveja que atua como uma vacina; entenda
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Quando se pensa em vacina, muitas pessoas tendem a sentir um medo resolvido por conta da maioria dos imunizantes necessitando da aplicação com uma agulha. Foi o que motivou o virologista Christopher Buck, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, a criar um método mais prazeroso de receber a imunização — em uma caneca de cerveja.

O pesquisador descobriu, de maneira independente, que uma "cerveja vacinal" era capaz de protegê-lo contra o poliomavírus BK, presente em pelo menos 70% dos adultos, que pode levar a doenças cardiovasculares, renais, na bexiga e no cérebro.

“A ideia é simplesmente pegar fermentos vivas, que são os responsáveis ​​pela produção da cerveja, e inserir uma vacina dentro delas. Dessa forma, é possível induzir o fermento a provocar uma resposta imunológica. É uma abordagem radicalmente simplificada para a produção de vacinas”, no vídeo que apresenta sua pesquisa.

Por cinco dias, o cientista bebeu um copo de cerveja com a vacina. Com sete semanas de intervalo, entre tomou mais uma dose de reforço por cinco dias, seguida por outra dose sete semanas depois.

Ele melhora para a etapa de realização de exames de sangue, que ajuda a verificar a produção de anticorpos a partir da imunização. Foi apresentado que ele produziu anticorpos para dois tipos de poliomavírus BK. Além disso, não há efeitos colaterais.

De acordo com Buck, mesmo estar em um líquido como uma cerveja ou imunizante mostrou um fortalecimento de seu sistema imunológico. Os resultados foram publicados no site de repositório de pesquisas Zenodo, mas ainda não foram revisados ​​por pares (ou seja, por outros cientistas da área).

O método não foi aceito facilmente pela comunidade científica. O próprio Instituto Nacional do Câncer dos EUA, onde Buck trabalhou, questionou o fato do pesquisador testar o método em si mesmo, o que o fez criar a Gusteau Research Corporation, uma organização sem fins lucrativos.

Alguns pesquisadores também levantaram a questão de que isso poderia aumentar o movimento antivacina. Outros pontos questionados também foram sobre segurança e eficácia do método, que permanece sendo treinado.