Vida e Saúde
Anvisa proíbe suplemento alimentar irregular e suspende lotes de gominhas de creatina
Produto em cápsulas teve venda e fabricação vetadas por origem desconhecida; lotes de creatina da IDN Labs foram recolhidos após identificação de teor fora dos padrões e problemas de rotulagem
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira a proibição de um suplemento alimentar em cápsulas de origem desconhecida e suspendeu a comercialização de lotes de creatina em gomas da empresa IDN Labs após a identificação de irregularidades na composição e na rotulagem dos produtos. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União.
Fiocruz:
Vida Boa:
Segundo a Anvisa, o suplemento ATR0100, vendido em cápsulas, teve a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso proibidos. O órgão informou que o produto possui origem e composição desconhecidas e era anunciado com alegações terapêuticas indevidas para um alimento, como combate a inflamações, fortalecimento das articulações, alívio de desconfortos e melhora da mobilidade. A agência também determinou a apreensão do produto.
Já os lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde, fabricado pela IDN Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda., tiveram a venda, distribuição, divulgação e consumo suspensos.
De acordo com a Anvisa, a própria empresa comunicou o recolhimento dos produtos após identificar teor de creatina fora dos limites estabelecidos. Além disso, foram constatadas irregularidades na rotulagem, uso de alegações não autorizadas, divergências sobre o fabricante e outras inconformidades consideradas capazes de comprometer a segurança e a conformidade regulatória dos suplementos.
A decisão ocorre poucos dias após a agência incluindo creatina em pó, BCAA, beta-alanina e multivitamínicos. Na ocasião, testes de qualidade apontaram problemas como quantidade de ingredientes abaixo do informado nos rótulos, recomendações de uso fora dos limites permitidos e alegações não autorizadas na divulgação dos produtos.
A Anvisa que possuam os produtos afetados a interromper o uso e verificar os números dos lotes para seguir as orientações de recolhimento divulgadas pelas empresas responsáveis.
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