Vida e Saúde

Vacina contra Covid reduz risco de infarto e derrame em idosos, aponta estudo

Pesquisa publicada na revista científica JAMA Internal Medicine analisou mais de 1 milhão de participantes

Agência O Globo - 18/06/2026
Vacina contra Covid reduz risco de infarto e derrame em idosos, aponta estudo
vacina - Foto: Foto AP/Mary Conlon, Arquivo.

A vacina atualizada contra a Covid-19 está associada à redução de 38% no risco de AVC, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular em idosos , segundo um novo estudo publicado nesta semana na revista científica JAMA Internal Medicine .

Uma pesquisa, realizada com veteranos de guerra nos Estados Unidos, mostrou ainda que, entre pessoas com mais de 75 anos, a queda nos eventos cardiovasculares chegou a 50,7% . O benefício foi maior entre indivíduos com doenças pré-existentes, como doença cardiovascular, doença renal crônica, doença pulmonar crônica, diabetes e imunossupressão.

De acordo com os pesquisadores, a cada 10 mil pessoas vacinadas, dois eventos cardiovasculares graves associados à Covid deixaram de ocorrer. Ao considerar todos os eventos cardiovasculares, incluindo os não diretamente ligados à Covid, foram evitados 24 episódios a cada 10 mil vacinados.

Nesse cenário, os cientistas estimam que, em uma população de 1 milhão de pessoas, a vacinação poderia evitar cerca de 1.580 mortes e 2.370 eventos cardiovasculares adversos em um período de oito meses.

Para chegar aos resultados, os autores analisaram dados de mais de 1 milhão de participantes. Entre eles, 349.085 foram vacinados. A pesquisa propôs medidas para reduzir o chamado “viés do vacinado saudável”, já que pessoas imunizadas podem apresentar melhores indicadores de saúde para adotarem, em geral, comportamentos mais saudáveis.

Os participantes receberam versões 2024-2025 das vacinas da Moderna, responsável por 65,4% dos registros, da Pfizer-BioNTech, com 34,1%, e da Novavax, com 0,5%. Em seguida, foram acompanhados por até oito meses.

Além do grupo acima de 75 anos, os demais recortes etários não pontuaram resultados com relevância estatística. Por isso, segundo os autores, não é possível afirmar com segurança que a vacina tenha protegido essas faixas contra episódios cardiovasculares.

"Nosso estudo também apresenta algumas limitações. A população dos EUA é predominantemente idosa, branca e do sexo masculino, o que pode limitar a generalização dos resultados", concluíram os pesquisadores.