Vida e Saúde
Amizades não aprovadas por mães têm mais chance de terminar, aponta estudo
Pesquisa da Universidade Mykolas Romeris, na Lituânia, acompanhou 197 duplas de melhores amigos e alerta para riscos do fim dessas relações
Quem nunca teve um amigo ou amiga que a mãe — ou o pai — não aprovou, mas manteve a amizade mesmo assim? Um novo estudo realizado na Lituânia, com 197 duplas de crianças e pré-adolescentes, sugere que as mães podem realmente ter razão.
Uma pesquisa da Universidade Mykolas Romeris revelou que a desaprovação materna aumenta significativamente as chances de rompimento dessas amizades, principalmente porque faz com que o amigo se sinta menos apoiado.
O estudo, publicado na revista Child Development , acompanhou quase 400 estudantes — 200 meninos e 194 meninas — com idades entre 9 e 14 anos, durante dois anos escolares. Três vezes ao longo desse período, os participantes foram questionados sobre o quanto se sentiam apoiados por seus amigos e o quanto acreditavam que suas mães desaprovavam essas melhores amizades.
Na última rodada de perguntas, mais de um quarto das “melhores amizades” — 26% — havia se dividido. A partir desse ponto, os pesquisadores analisaram o que poderia prever a continuidade ou o fim dessas relações.
Se a mãe não aprova, a amizade corre risco
Crianças que perceberam a desaprovação materna eram mais propensas a relatar o fim da amizade na pesquisa seguinte. Além disso, o estudo mostrou que não só o amigo cuja mãe desaprovava a relação se sentia menos apoiada, mas também aquele que percebia que a mãe do outro não gostava dele relatava menor sensação de apoio ao longo do tempo.
Essas amizades, em que o senso de apoio diminuía, eram justamente as que tinham mais chances de acabar — sendo a percepção do amigo o fator mais determinante.
Alerta para os pais: interferência pode ter consequências
Os pesquisadores fazem um alerta para as mães: estudos anteriores indicam que a interferência materna nas amizades pode levar a comportamentos desafiadores, associação com considerações problemáticas para crianças e outros problemas de comportamento.
“O fim de uma amizade pode colocar uma criança em uma posição delicada; não há garantia de que crianças que perdem amigos conseguirão fazer novos ou melhores amigos”, afirmam os autores do estudo.
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