Vida e Saúde
Dieta rica em vitamina C pode ajudar a prevenir câncer, aponta estudo canadense
Pesquisa sugere que o consumo de suplementos de vitamina C após as refeições pode reduzir a formação de compostos associados ao risco de câncer.
Um novo estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, analisou como a vitamina C influencia reações químicas no sistema digestivo relacionadas ao desenvolvimento do câncer. Nas últimas décadas, a dieta dos norte-americanos tem apresentado um aumento constante na exposição a nitratos e nitritos – compostos presentes em carnes curadas, além de frutas e vegetais cultivados em solo e água contaminados. Embora esses compostos desempenhem papéis importantes na saúde neurológica e cardiovascular, no estômago podem passar por uma reação chamada "nitrosação" e formar substâncias que muitos cientistas associam ao aumento do risco de câncer.
"Desde pelo menos a década de 90, pesquisadores têm estudado a ligação entre o câncer e esses compostos, com resultados conflitantes", explica Gordon McNicol, pesquisador de pós-doutorado em matemática aplicada e primeiro autor do estudo publicado no Journal of Theoretical Biology. "Nosso trabalho sugere que a presença de vitamina C na dieta pode ajudar a explicar essas inconsistências."
Os cientistas desenvolveram um modelo matemático que representa as glândulas salivares, estômago, intestino delgado e plasma, simulando como nitritos e nitratos se movem pelo organismo e se transformam ao longo do tempo. O modelo demonstrou que, quando a vitamina C está presente em alimentos como o espinafre – que contém tanto vitamina C quanto nitrato –, há uma redução no risco de câncer.
O estudo também indicou que a ingestão de suplementos de vitamina C logo após as refeições pode exercer um efeito positivo moderado na diminuição da formação de produtos de nitrosação associados ao risco de câncer, especialmente aqueles provenientes de nitritos e nitratos presentes em alimentos como bacon e salame.
"Este trabalho fornece um roteiro mecanístico para futuros estudos clínicos e laboratoriais, identificando os principais fatores que interagem nessas reações químicas potencialmente nocivas, incluindo a exposição a nitritos, a ingestão de antioxidantes, o horário das refeições, as condições gástricas e a atividade do microbioma oral", afirma Anita Layton, professora de matemática aplicada e titular da cátedra de pesquisa Canada 150. "Este modelo pode ajudar pesquisadores a desenvolver experimentos e intervenções mais direcionados, focando em quando e em quem a nitrosação tem maior probabilidade de ocorrer."
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