Vida e Saúde

Novo exame do SUS pode detectar câncer colorretal antes dos sintomas

Objetivo é rastrear doença em mais de 40 milhões de brasileiros

Agência O Globo - 21/05/2026
Novo exame do SUS pode detectar câncer colorretal antes dos sintomas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) um novo protocolo para o rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A principal novidade é a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para pacientes assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos, abrangendo mais de 40 milhões de brasileiros.

O FIT é capaz de detectar sangue oculto nas fezes, um dos sinais precoces do câncer de intestino, de pólipos ou de lesões pré-cancerígenas. O objetivo é identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas, aumentando as chances de um diagnóstico precoce.

O novo exame é menos invasivo e mais simples do que a colonoscopia, não exigindo preparo intestinal nem dieta especial antes da coleta, o que pode facilitar a adesão da população ao rastreamento.

Se o resultado do FIT for positivo, o paciente será encaminhado para a colonoscopia, procedimento que permite visualizar o intestino e confirmar ou descartar a presença de lesões ou tumores.

Diagnóstico precoce é fundamental

Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce eleva significativamente as chances de tratamento e cura, já que o câncer colorretal costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais.

Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, dores abdominais, perda de peso sem explicação e anemia. Pacientes que apresentem esses sintomas também devem procurar avaliação médica e realizar os exames.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer colorretal incluem envelhecimento, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e histórico familiar da doença.

A implementação do novo protocolo visa ampliar o acesso à prevenção no SUS e reduzir a mortalidade associada ao câncer colorretal, considerado um dos tipos de câncer com maior potencial de cura quando diagnosticado precocemente.