Vida e Saúde
Passageiro relata rotina em quarentena nos EUA após surto de hantavírus em cruzeiro: ‘Tentando manter o otimismo’
Jake Rosmarin está isolado em centro médico no Nebraska após embarcação se tornar epicentro de casos suspeitos da doença
Um dos passageiros norte-americanos colocados em quarentena após o surto de hantavírus no navio de expedição M/V Hondius relatou os dias de tensão vívidos a bordo da embarcação, que se tornou o epicentro de um surto da doença, já com ao menos três mortes detectadas.
Jake Rosmarin, natural de Nova York, está entre os 16 americanos isolados na Unidade Nacional de Quarentena do Centro Médico da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Em entrevista à CBS News, ele contou que busca manter o otimismo durante os 40 dias previstos de isolamento.
— Sei que estou aceitando os melhores cuidados possíveis e estou apenas tentando manter o otimismo — afirmou Rosmarin.
De acordo com autoridades de saúde dos EUA, o surto já contabiliza 11 casos confirmados ou suspeitos de hantavírus, incluindo três mortes. Entre os passageiros repatriados, foi apresentado um resultado "nível positivo" para a cepa do vírus Andes, enquanto outro começou a desenvolver sintomas durante o monitoramento.
Rosmarin relatou que, até o momento, não apresentou sintomas.
— Eu me sinto bem. Não tenho sintomas e estou pronto para enfrentar os próximos 40 dias de quarentena — disse.
Na unidade médica em Nebraska, os passageiros permanecem isolados em quartos individuais, sem contato entre si. Rosmarin descreveu sua rotina: aferição diária de temperatura, exames frequentes de sangue e exercícios em uma bicicleta ergométrica disponível no quarto.
Apesar do confinamento, ele afirmou que o espaço é mais confortável do que o próprio navio.
— Meu quarto é muito mais espaçoso do que o navio. Não temos muita coisa acontecendo durante o dia. Na maior parte do tempo, podemos apenas relaxar — ontem.
O passageiro também comentou que evita manter a janela aberta para preservar a privacidade e revelou que recebe poucas informações sobre o estado de saúde dos demais ocupantes do embarque.
A situação a bordo começou a se agravar cerca de dois dias antes do desembarque previsto, quando os passageiros foram informados sobre um caso confirmado de hantavírus.
— Tudo desandou. Na semana seguinte, antes de conseguirmos desembarcar e sermos repatriados pelos Estados Unidos, foi um período realmente assustador — lembrou Rosmarin.
Segundo ele, o medo aumentou porque vários países recusaram a atração do navio devido ao risco sanitário. A Espanha acabou autorizando a parada de embarque nas Ilhas Canárias, o que possibilitou o início da operação internacional de evacuação.
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