Vida e Saúde

Mundo 'não precisa de mais egoísmo', diz premier da Espanha ao defender acolhimento a cruzeiro com surto de hantavírus

Pedro Sánchez rebate críticas à operação em Tenerife e afirma que Espanha tinha obrigação de 'ajudar quem precisa'

Agência O Globo - 12/05/2026
Mundo 'não precisa de mais egoísmo', diz premier da Espanha ao defender acolhimento a cruzeiro com surto de hantavírus
Pedro Sánchez - Foto: Reprodução

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, defendeu nesta terça-feira a decisão do país de receber na ilha de Tenerife o cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. Segundo o primeiro-ministro, 'o mundo não precisa de mais egoísmo', em resposta às críticas sobre o acolhimento da embarcação.

A operação de evacuação e repatriação de passageiros mobilizou autoridades sanitárias internacionais após o registo de casos da doença em diferentes países e a morte de três passageiros.

Durante a entrevista coletiva, Sánchez rebateu questionamentos feitos durante a operação, especialmente sobre a ausência de outros países na recepção do navio.

— Ouvimos muitos representantes públicos se questionados sobre que o país africano de Cabo Verde não acolhia a operação — afirmou o primeiro-ministro.

Ele destacou que o governo espanhol optou por adotar uma perspectiva diferente diante da crise.

— Mas nós temos claro que a pergunta não era essa, que a pergunta correta era outra (...) Por que não vamos ajudar quem precisa, se está ao nosso alcance? — declarou Sánchez.

A Espanha coordenou a operação em Tenerife com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), promovendo desembarque controlado, voos especiais e protocolos de isolamento para passageiros e tripulantes do Hondius.

O sobretudo relacionado ao cruzeiro já foi encontrado em casos confirmados nos Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos.

Apesar das críticas das autoridades regionais das Canárias, preocupadas com riscos sanitários, o governo espanhol afirmou desde o início que todas as ações seguiram protocolos específicos de saúde pública.

Os últimos voos de evacuação pousaram na Holanda nesta segunda-feira, encerrando a retirada internacional dos ocupantes do navio.