Vida e Saúde
Baduanjin: exercício chinês reduz pressão arterial tão eficazmente quanto medicamento, diz estudo
Prática milenar de 10-15 minutos reduziu pressão em 5 mg/dL, comparável a medicamentos, sem efeitos colaterais
Uma prática chinesa milenar, simples e relaxante, pode ser uma poderosa aliada no controle da hipertensão, segundo pesquisa publicada pelo American College of Cardiology . O baduanjin combina movimentos estruturados, respiração profunda e foco meditativo, promovendo a integração entre mente e corpo. De acordo com o estudo, uma técnica pode reduzir a pressão arterial com eficácia semelhante a uma caminhada rápida.
Uma das principais causas evitáveis de doenças cardíacas, a hipertensão afeta cerca de 30% dos brasileiros, conforme dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde.
O baduanjin é praticado na China há pelo menos 800 anos e consiste numa sequência de oito movimentos que integram componentes aeróbicos, isométricos, de flexibilidade e mente-corpo. A rotina dura de 10 a 15 minutos e não exige equipamentos.
“Dada a sua simplicidade, segurança e facilidade de adesão a longo prazo, o baduanjin pode ser implementado como uma intervenção de estilo de vida eficaz, acessível e escalável para indivíduos que tentam reduzir a pressão arterial”, afirma Jing Li, MD, PhD , autor sênior do estudo e diretora do Departamento de Medicina Preventiva do Centro Nacional de Doenças Cardiovasculares de Pequim, China.
O estudo acompanhou 216 voluntários em sete comunidades, avaliando as mudanças na pressão arterial sistólica do início do estudo até 12 e 52 semanas após o início da prática.
Os participantes tinham 40 anos ou mais e pressão arterial sistólica entre 130 e 139 mmHg, faixa específica como hipertensão estágio 1 pelas diretrizes da ACC/AHA. Eles foram divididos aleatoriamente em três grupos: baduanjin, exercício físico individual ou caminhada rápida, durante 52 semanas de intervenção.
De acordo com os pesquisadores, praticar baduanjin cinco vezes por semana exerce a pressão arterial sistólica de 24 horas em cerca de 3 mg/dL e a pressão aferida em consultório em 5 mg/dL, tanto a três meses quanto após um ano. Os resultados são comparáveis às reduções obtidas com alguns medicamentos, mas sem custos ou efeitos colaterais.
“O baduanjin é praticado na China há mais de 800 anos, e este estudo demonstra como abordagens antigas, acessíveis e de baixo custo podem ser validadas por meio de pesquisas randomizadas de alta qualidade”, destaca Harlan M. Krumholz, MD, FACC , editor-chefe da revista da instituição.
"A magnitude do efeito na pressão arterial é semelhante à observada em estudos clínicos de referência, mas alcançada sem medicamentos, custos ou efeitos colaterais. Isso torna o método altamente escalável para prevenção em nível comunitário, inclusive em contextos com recursos limitados", completa.
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