Vida e Saúde

Cochilos frequentes durante o dia podem indicar problemas de saúde em idosos, aponta estudo

Pesquisa com mais de 1.300 idosos revela que dormir durante o dia, especialmente pela manhã, pode sinalizar doenças não diagnosticadas.

Agência O Globo - 22/04/2026
Cochilos frequentes durante o dia podem indicar problemas de saúde em idosos, aponta estudo
O que você pensa antes de dormir influencia seu sono? Ciência responde - Foto: Reprodução

Idosos que cochilam com frequência ao longo do dia — especialmente nas primeiras horas da manhã — apresentam maior risco de mortalidade, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (20) no JAMA Network Open .

Uma pesquisa, conduzida por cientistas do Centro Médico da Universidade Rush e do Mass General Brigham, avaliou mais de 1.300 americanos com idade média de 81 anos, acompanhados por até 19 anos. Os pesquisadores monitoraram os hábitos de sono dos participantes por meio de actigrafos, pulseiras que registram padrões de sono, e identificaram que cada hora adicional de cochilo diário estava associado a um aumento de 13% sem risco de morte por qualquer causa.

De acordo com os autores, cochilos frequentes, principalmente pela manhã, podem ser um sinal de alerta para possíveis doenças subjacentes ainda não encontradas. “Embora breves cochilos podem aliviar a fadiga e melhorar o estado de alerta”, afirma o estudo, “o hábito de cochilar preguiçoso na terceira idade tem sido associado a consequências adversas para a saúde, incluindo neurodegeneração, doenças cardiovasculares e até maior morbidade”.

Os cientistas ressaltam, porém, que o cochilo isoladamente não é suficiente para indicar problemas de saúde, principalmente quando ocorre no início da tarde, período em que a soneca é culturalmente comum em muitos países — a conhecida “sesta”.

O estudo conclui que o aumento da frequência dos cochilos está associado a um risco mais elevado de mortalidade em idosos, mas destaca que o ato de dormir durante o dia pode ser apenas um sintoma de condições médicas subjacentes, e não a causa direta do aumento do risco de morte.