Vida e Saúde

Gases de Tia Milena no 'BBB 26' levantam debate sobre desconforto comum

Frequência dos episódios de flatulência no reality traz à tona incômodo recorrente fora das telas e explica quando o sintoma exige atenção

Agência O Globo - 16/04/2026
Gases de Tia Milena no 'BBB 26' levantam debate sobre desconforto comum
Milena Moreira - Foto: Reprodução / Instagram

O que começou como um comentário dentro da casa mais vigiada do Brasil extrapolou os limites do 'BBB 26' e ganhou destaque fora do programa: a frequência dos episódios de gases de Milena e o impacto desse desconforto em sua rotina e na convivência com os demais participantes.

Em um ambiente monitorado 24 horas por dia, onde todo detalhe vira assunto, a situação chamou atenção pela recorrência, destacando um tema com o qual muitos se identificam facilmente.

Afinal, quem nunca passou por um momento embaraçoso devido aos gases, seja após uma refeição apressada, durante um encontro familiar, um happy hour ou depois de um prato mais pesado, como feijoada, quando o estufamento e o desconforto se tornam evidentes?

Mas até que ponto isso é normal?

Do ponto de vista fisiológico, a produção de gases é parte natural do funcionamento do organismo. Em média, uma pessoa saudável elimina gases entre 10 e 20 vezes ao dia, sendo o mais comum cerca de 14 episódios diários, variando conforme alimentação, microbiota intestinal e hábitos individuais.

O que costuma chamar atenção não é apenas a frequência, mas também o aumento repentino ou a presença de sintomas como:

- Sensação constante de estufamento;
- Inchaço abdominal frequente;
- Dor ou desconforto;
- Alterações intestinais.

Por que isso acontece?

A formação de gases está relacionada principalmente a dois fatores: o ar ingerido durante a alimentação e a fermentação de alimentos pelas bactérias intestinais.

O odor está associado ao processo de digestão de certos alimentos, enquanto o barulho faz parte da liberação natural dos gases. Ambos podem causar desconforto em situações sociais, seja pelo cheiro ou pelo som, frequentemente ligados ao constrangimento.

Além da alimentação, fatores como ansiedade, mudanças de rotina, intolerâncias alimentares e alterações na microbiota intestinal também podem aumentar a produção de gases. Isso é comum em situações de estresse ou mudanças de hábito, como ocorre em um confinamento.

Quando o pum deixa de ser apenas um incômodo pontual?

Apesar de ser natural, o excesso de gases merece atenção quando começa a afetar o bem-estar ou a qualidade de vida.

Na maioria dos casos, o desconforto pode ser aliviado com ajustes na alimentação e uso de medicamentos antigases à base de simeticona, substância que quebra as bolhas de gás ainda no estômago e intestino, reduzindo o estufamento abdominal.

“Diferente do que muitas pessoas imaginam, a simeticona não provoca a eliminação dos gases, mas atua justamente na quebra dessas bolhas, ajudando a reduzir o desconforto”, explica Ana Giulia Pinheiro, executiva sênior de marketing da marca Luftal.

Pum é mais comum do que parece

Embora ainda envolto em constrangimento, o excesso de gases está entre as queixas digestivas mais comuns e, na maioria das vezes, tem causas benignas e tratáveis.

O episódio envolvendo Milena e Ana Paula contribui para trazer o tema ao debate, não apenas como algo passageiro, mas como oportunidade de ampliar a compreensão sobre um fenômeno presente na rotina de muitos — ainda cercado de tabus e estigmas, seja por questões emocionais ou pelo desconforto social.

Falar sobre o tema de forma natural é fundamental para que mais pessoas possam identificar sinais do próprio corpo e buscar formas de aliviar o desconforto, recuperando bem-estar e autoconfiança no dia a dia.