Vida e Saúde
Fiocruz: internações por gripe aumentam no Centro-Sul
De acordo com o boletim Infogripe, os casos de influenza A caíram no Norte e Nordeste, mas 13 estados de diferentes regiões continuam com incidência em níveis de alerta
A última edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, em nível nacional, há interrupção do crescimento ou queda do número de casos graves de influenza A (vírus causador da ) em muitos estados do Norte e Nordeste e por rinovírus em boa parte do país. Apesar deste cenário, uma análise baseada em 13 estados inclui incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em níveis de alerta.
São eles: Acre, Pará e Tocantins, na região Norte; Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, no Nordeste; Mato Grosso e Goiás, no Centro-Oeste e Minas Gerais e Espírito Santo, no Sudeste. Os dados referem-se ao período de 29 de março a 4 de abril.
Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a queda de SRAG em crianças e adolescentes está associada à diminuição dos casos graves por rinovírus parte significativa do país. Entre adultos e idosos, a diminuição dos casos de SRAG tem sido impulsionada pela queda das hospitalizações por influenza A em muitos estados, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta que a vacina contra a gripe é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos pelo vírus. Portanto, ela reforça que é fundamental que a população de maior risco – como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, e também os grupos mais expostos, como profissionais de saúde – vacinem-se o quanto antes.
"Além disso, é essencial que as gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, se vacinem contra o VSR, garantindo a proteção dos bebês ao nascer. Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriamento permaneçam em casa em isolamento; caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara", destaca Portella.
Nas quatro últimas semanas, a prevalência entre os casos positivos foi de 30,7% de influenza A; 2,0% de gripe B; 19,9% de vírus sincicial (VSR); 40,8% de rinovírus e 6,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Quanto aos óbitos, a presença dos mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 40,5% de influenza A, 3,2% de influenza B, 5,5% de VSR, 27,3% de rinovírus e 25,0% de Sars-CoV-2.
Estados e capitais
Além dos 13 estados que continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, seis unidades federativas estão apresentando incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, porém já com sinal de interrupção do crescimento ou queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas). São elas: Amazonas, Roraima, Rondônia, Ceará, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
Os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro continuam com sinal de crescimento dos casos de SRAG na tendência de longo prazo, porém com incidência em nível de segurança.
Os casos de SRAG associados à influenza A mostram sinal de interrupção do crescimento ou queda em muitos estados do Nordeste (Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco), Norte (Amapá, Pará e Rondônia) além do Rio de Janeiro. Porém, estão aumentando em boa parte do Centro-Sul (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), e em alguns estados do Nordeste (Paraíba, Alagoas e Sergipe).
Os casos de SRAG por VSR, que afetam especialmente crianças de até dois anos, estão aumentando em muitos estados do Nordeste (Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal) e Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), mas já estão em queda em alguns estados do Norte (Acre, Roraima e Amazonas). Os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinal de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, mas continuam aumentando no Pará, Maranhão, Mato Grosso e Alagoas.
Apesar de mostrar interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, os casos de SRAG por rinovírus estão aumentando no Pará, Maranhão, Mato Grosso e Alagoas.
O estudo constatou também que 11 das 27 capitais apresentaram incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento nas últimas seis semanas: Palmas (TO), Cuiabá (MT), São Luís (MA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Segundo o Boletim, oito capitais mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda dos casos de SRAG na tendência de longo prazo (seis semanas), continuam com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco: Boa Vista (RR), Manaus (AM), Belém (PA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Salvador (BA), Teresina (PI).
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