Vida e Saúde
Especialistas apontam profissões que ajudam a reduzir o risco de demência
Estudos indicam que empregos com alta demanda mental podem retardar o surgimento da condição
Manter o cérebro ativo é apontado há muito tempo como uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de demência. Embora atividades como resolver quebra-cabeças, jogar jogos de tabuleiro ou aprender novas habilidades sejam recomendadas, uma rotina profissional muitas vezes limitada o tempo disponível para essas práticas.
O papel do trabalho na saúde cerebral
Contudo, a própria natureza do trabalho pode ser determinante, já que algumas funções desafiam o cérebro de maneiras que são importantes para a redução do risco de demência.
“Muitos estudos sugerem que pessoas que trabalham em empregos complexos ao longo da vida têm menor probabilidade de desenvolver demência na velhice”, afirma Jinshil Hyun, professor assistente de neurologia do Albert Einstein College of Medicine, ao Washington Post .
Análises recentes mostram que profissões que exigem altos níveis de demanda mental — e podem até mesmo certo grau de estresse — retardam o início da demência. Carreiras como ensino, relações públicas e programação de computadores já trazem benefícios potenciais. Áreas como gestão, direito e medicina também foram associadas a um menor risco.
Por outro lado, funções em setores como transporte, administração e indústria, geralmente mais repetitivas, estão ligadas a uma maior probabilidade de desenvolvimento da doença. Apesar disso, especialistas ressaltam que há alternativas para estimular a mente fora do ambiente de trabalho.
Naaheed Mukadam, professor de psiquiatria da University College London, e sua equipe analisaram dados de quase 400 mil pessoas, considerando fatores como consumo de álcool, tabagismo, prática de exercícios físicos e histórico médico. Segundo informações do Daily Mail , eles concluíram que níveis mais altos de escolaridade associados estão a um risco reduzido de demência. Além disso, uma melhor educação tende a levar a funções mais complexas e melhor remuneradas, o que beneficia a saúde cognitiva.
Mesmo que o trabalho não seja mentalmente desafiador, a aprendizagem contínua e a prática de hobbies que trazem com o propósito de apoiar a saúde cerebral.
Atividades como voluntariado, manutenção de laços sociais e conhecer novas pessoas também são práticas para manter o cérebro ativo. Não se aposentar precocemente e buscar permanência mentalmente ativo após a aposentadoria são recomendações dos especialistas.
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