Vida e Saúde
O que causa a gordura abdominal? Veja dicas para eliminar a barriguinha
Acúmulo na região aumenta risco de diabetes e problemas cardiovasculares — mesmo em pessoas magras; fibras, proteínas e 30 minutos de exercício diário estão entre as soluções
A gordura abdominal, conhecida popularmente como “barriguinha”, é uma das maiores queixas estéticas, mas seu impacto vai além da aparência: trata-se também de um sinal de alerta para a saúde, mesmo em pessoas magras.
O acúmulo de gordura visceral — aquela que se deposita ao redor dos órgãos — está diretamente associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão, devido a processos inflamatórios constantes provocados pelo excesso de gordura na região.
Vale destacar que o risco independe do peso corporal: mesmo pessoas consideradas magras, mas que apresentam uma barriga mais saliente, podem estar suscetíveis aos problemas de saúde relacionados ao acúmulo de gordura abdominal.
O que causa acúmulo de gordura abdominal?
Alguns fatores são inevitáveis, como o envelhecimento, especialmente após os 40 anos, quando alterações hormonais dificultam a queima da gordura visceral. Outros fatores, no entanto, estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados: alimentação inadequada, consumo excessivo de açúcar, álcool e carboidratos, além da baixa ingestão de fibras e proteínas.
O sedentarismo é outro vilão. Atividades aeróbicas, como corrida e natação, ajudam a evitar o acúmulo de gordura, pois estimulam o uso da glicose pelas fibras musculares.
Noites mal dormidas e estresse também contribuem para o problema. A privação de sono e o estresse alteram hormônios que regulam o apetite, levando ao aumento do consumo alimentar e facilitando o depósito de gordura abdominal.
Como eliminar a gordura do abdômen?
Segundo a nutricionista argentina Lorena Baleiro, em entrevista ao jornal La Nacion, a recomendação é praticar pelo menos 30 minutos diários de atividade física, independentemente da modalidade. “O ideal é combinar exercícios mistos, incluindo treinamento de força junto com caminhadas ou atividades aeróbicas, para trabalhar resistência e tonificação muscular”, orienta.
Na alimentação, a dica é aumentar o consumo de fibras — presentes em verduras, frutas com casca e leguminosas — e de ômega 3, encontrado em peixes e azeite de oliva.
Baleiro também sugere priorizar proteínas de carnes magras, como frango e peixe, e reduzir o consumo de carne vermelha devido ao alto teor de gordura.
É fundamental diminuir a ingestão de gordura trans, carboidratos refinados e açúcar. O álcool, por sua vez, é um dos principais fatores para o surgimento da “barriguinha de chope”. Um estudo publicado na revista Nature aponta que o consumo de apenas uma dose padrão de bebida alcoólica (equivalente a uma lata de 350ml de cerveja com 5% de teor alcoólico) já pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal.
“Não existem soluções mágicas para perder gordura abdominal. O processo é gradual e exige compromisso e persistência”, reforça Lorena Baleiro. “Pequenas grandes mudanças no dia a dia fazem diferença na perda de peso e na redução de medidas na cintura.”
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