Vida e Saúde
Pfizer afirma que vacina contra doença de Lyme apresentou eficácia acima de 70% em testes finais
Imunizante desenvolvido em parceria com a Valneva pode ser o primeiro disponível em mais de duas décadas, apesar de resultados mistos em estudo
Uma vacina experimental contra a doença de Lyme apresentou eficácia superior a 70% em ensaio clínico de fase 3, segundos dados divulgados nesta segunda-feira pela farmacêutica. O imunizante desenvolvido em parceria com a Valneva, ainda em fase de avaliação regulatória, pode se tornar a primeira vacina disponível para humanos contra a infecção transmitida por carrapatos em mais de 20 anos.
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De acordo com os resultados, a vacina atingiu cerca de 73% de eficácia na prevenção de casos confirmados da doença após a aplicação de quatro doses. Apesar do desempenho considerado “clinicamente significativo”, o estudo não alcançou um dos critérios estatísticos principais, em parte devido ao número menor do que o esperado de infecções durante o período de testes.
As empresas afirmaram que pretendem submeter os dados às autoridades reguladoras nos Estados Unidos e na Europa ainda este ano. A expectativa é que, se aprovado, a vacina comece a ser disponibilizada a partir de 2027, declarou a Valneva no ano passado.
A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Sem tratamento, pode provocar complicações graves, afetando as articulações, o sistema nervoso e o coração. Nos Estados Unidos, estima-se que cerca de 476 mil pessoas sejam designadas e tratadas anualmente, enquanto na Europa são registrados mais de 130 mil casos por ano.
Atualmente, não há vacinas disponíveis para humanos contra a doença. O único imunizante já aprovado, o LYMErix, foi retirado do mercado em 2002 após baixa demanda e controvérsias sobre possíveis efeitos adversos, nunca comprovados cientificamente.
Mesmo com resultados considerados promissórios, o desempenho inconsistente em diferentes análises do estudo gerou resultados negativos no mercado financeiro, especialmente para a Valneva. Ainda assim, as empresas mantêm confiança no potencial do imunizante como ferramenta para reduzir o avanço da doença, que tem se expandido geograficamente nas últimas décadas.
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