Vida e Saúde

Mais feijão, menos carne: saiba como uma dieta pode adicionar até 13 anos de vida

Estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, e publicado na revista científica PLOS Medicine

Agência O Globo - 23/03/2026
Mais feijão, menos carne: saiba como uma dieta pode adicionar até 13 anos de vida
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Aumentar o consumo de leguminosas, como feijão, ervilha e lentilha, e reduzir a ingestão de carne vermelha pode adicionar até 13 anos à expectativa de vida. É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, e publicado na revista científica PLOS Medicine .

Os cientistas calcularam quantos anos de vida poderiam ser ganhos ao substituir uma "dieta típica ocidental" — caracterizada pelo alto consumo de carne vermelha e alimentos processados ​​— por uma "dieta otimizada", que prioriza frutas, vegetais, legumes, nozes e grãos integrais, ao mesmo tempo em que reduz carnes vermelhas e processadas.

Segundo o estudo, quanto mais cedo a mudança alimentar ocorre, maior é o impacto na longevidade. Uma mulher de 20 anos que adota uma “dieta otimizada” pode ganhar até 10 anos extras de vida. Para homens da mesma idade, o benefício pode chegar aos 13 anos.

Adultos mais velhos também se beneficiam: ao adotar uma nova dieta a partir dos 60 anos, as mulheres podem adicionar 8 anos à expectativa de vida, enquanto os homens ganham quase 9 anos. Mesmo aos 80 anos, a mudança alimentar pode proporcionar um acréscimo de 3,5 anos para ambos os sexos.

Já é consenso entre especialistas que uma alimentação equilibrada é um dos principais pilares na prevenção de doenças crônicas e mortes prematuras.

Quais alimentos incluem na dieta

Para avaliar o impacto da alimentação na longevidade, os pesquisadores utilizaram meta-análises e dados do estudo Global Burden of Disease, que monitora 286 causas de morte, 369 doenças e lesões, além de 87 fatores de risco em 204 países e territórios.

Os ganhos em anos de vida foram maiores associados ao aumento do consumo de leguminosas — como feijão, ervilha e lentilha —, grãos integrais e oleaginosas, como nozes, amêndoas e pistaches.

Reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas, a exemplo de bacon, linguiça e embutidos, também foi relacionado a uma vida mais longa. Estudos recentes apontam que esses alimentos elevam o risco de doenças cardíacas e câncer de intestino.

Os especialistas recomendam substituir carnes vermelhas e processadas por aves magras, peixes e proteínas vegetais. Soja, grão-de-bico, lentilha, outras leguminosas, sementes e grãos integrais como quinoa, além de vegetais verdes-escuros — como o brócolis —, são boas opções de fontes proteicas.