Vida e Saúde
Fim da patente do Ozempic: quanto devem custar as novas versões da semaglutida no Brasil?
Após 20 anos de exclusividade do laboratório Novo Nordisk, outras farmacêuticas podem produzir o medicamento no país
O período de vigência da patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, indicados para diabetes e obesidade e desenvolvidos pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, chega ao fim. Com isso, após um prazo de 20 anos em que a farmacêutica teve exclusividade para comercializar a substância no Brasil, outras empresas poderão criar suas próprias versões.
Novas versões precisam de aprovação
Essas versões também precisarão ser submetidas à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por analisar dados de qualidade, segurança e eficácia, além de comprovar se os medicamentos são equivalentes à semaglutida original. No ano passado, o Ministério da Saúde solicitou à agência que priorizasse a análise das versões nacionais.
Empresas já se anteciparam e submeteram à Anvisa suas formulações de semaglutida antes mesmo do fim da patente. Esse processo pode ocorrer enquanto a patente está válida, mas a comercialização só pode começar após o término do período de exclusividade.
Impacto nos preços
Ainda não é possível saber exatamente quais serão os valores praticados para as novas versões, mas a expectativa é de que, com o aumento da concorrência, os preços caiam. Se seguir a tendência de outros medicamentos similares e genéricos no Brasil, as novas versões podem chegar a preços entre 15% e 60% inferiores aos praticados por Ozempic e Wegovy originais.
Pela legislação brasileira, um genérico deve ser ao menos 35% mais barato que o medicamento de referência. Na prática, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), os genéricos costumam ter preço até 60% menor no mercado nacional.
Diferenças entre genéricos e similares
Um estudo publicado no periódico Economia e Sociedade, realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Santa Catarina, analisou a diferença de preços em farmácias e drogarias do país. O trabalho confirmou que genéricos costumam ser 59% mais baratos, enquanto os similares geralmente apresentam custo 15% inferior ao remédio de referência.
— Na prática, ambos são equivalentes aos medicamentos de referência e podem ser utilizados pela população sem receio quanto à qualidade, eficácia ou segurança. No entanto, o medicamento similar pode ter marca própria, propaganda e apresentação diferenciada aos prescritores, o que pode gerar custos adicionais ao produto final. Já o genérico leva apenas o nome do princípio ativo — explica Marcela Amaral, uma das autoras do estudo e gerente de Acesso e Precificação do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).
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