Vida e Saúde
Baixa testosterona: entenda as principais causas e cuidados com a reposição hormonal
Após Zé Felipe, filho do cantor Leonardo, revelar tratamento hormonal, especialista esclarece dúvidas e alerta para riscos do uso indiscriminado.
O cantor Zé Felipe, de 27 anos, filho do sertanejo Leonardo, revelou nas redes sociais que está realizando tratamento de reposição hormonal após exames específicos em baixa testosterona. A declaração despertou curiosidade sobre o tema, especialmente em relação ao chamado “chip de testosterona”.
De acordo com o urologista Leonardo Seligra, membro do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o cortisol é conhecido como o principal hormônio do estresse, mas não é o responsável pela baixa dos níveis de testosterona.
Principais causas da baixa testosterona
Segundo o especialista, as causas mais comuns para a redução da testosterona incluem:
• Estresse crônico;
• Noites mal dormidas;
• Excesso de treino físico sem recuperação adequada;
• Doenças ligadas à saúde mental;
• Obesidade;
• Doenças clínicas agudas ou crônicas;
• Uso de medicamentos à base de corticoides.
O que é o “chip de testosterona”?
O termo popular “chip de testosterona” geralmente se refere a implantes subcutâneos que liberam gradualmente hormônios no organismo. O Dr. Seligra enfatiza que, conforme as diretrizes da SBU, a testosterona não deve ser utilizada de forma indiscriminada, nem como solução para envelhecimento, cansaço inespecífico ou ganho estético.
O implante libera testosterona de forma lenta e contínua, com duração de 6 meses a até 1 ano. No entanto, o tratamento só deve ser considerado após confirmação laboratorial repetida (em pelo menos duas graças) de baixa testosterona associada aos sintomas, sempre com acompanhamento médico especializado.
Riscos e restrições
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu o uso de implantes hormonais manipulados à base de hormônios androgênicos para fins estéticos, ganho de massa muscular e melhoria de desempenho esportivo. Ou seja, o uso do chamado “chip” fora de indicação médica bem estabelecido deve ser visto com cautela.
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