Vida e Saúde
As 3 principais razões que levam casais a voltar à monogamia após experiências com relacionamentos abertos
Apesar do avanço dos relacionamentos abertos, muitos optam por retornar à monogamia após um período de experimentação.
No Brasil, a não monogamia tem ganhado espaço entre a população. Pesquisas apontam que mais de 50% dos brasileiros já vivenciaram algum tipo de relacionamento não convencional. Embora as relações abertas estejam se tornando menos tabu, muitas pessoas as experimentam apenas por um tempo limitado, retornando à monogamia posteriormente.
O médico Justin R. Garcia, diretor executivo do Instituto Kinsey, observa que o interesse pelo swing e o poliamor aumentaram desde meados dos anos 2000. No entanto, segundo declarou ao “Business Insider”, muitos casais rapidamente perceberam que esse tipo de relação não é para eles.
Garcia destaca três razões principais para que muitos optem pela monogamia após vivenciar o poliamor, sendo a primeira delas bastante evidente.
“A maioria das pessoas não possui as ferramentas biológicas para amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”, explica.
Além do desafio emocional, Garcia ressalta que os relacionamentos abertos exigem mais tempo para manter vários parceiros satisfeitos. Também é necessário investir em uma comunicação extra, o que representa o segundo motivo pelo qual os casais encerram experiências não monogâmicas.
Para que todos os envolvidos em um relacionamento poliamoroso se sintam reunidos, diversas dúvidas surgem constantemente.
“Até encontros poliamorosos casuais, exclua esforço e negociação consideráveis”, afirma Garcia.
Essas questões envolvem: "Quem precisa de mais contato físico? Quem se sente negligenciado? Quem precisa de mais tempo com quem? Como está a dinâmica entre cada membro do relacionamento?"
Por fim, muitos casais decidem abrir o relacionamento acreditando que explorar novas experiências sexuais pode resolver problemas existentes.
No entanto, Garcia aponta que, muitas vezes, retornam à monogamia ao perceberem que o poliamor apenas amplia os desafios.
“Os mesmos problemas que afligem os relacionamentos monogâmicos — diferenças de libido, ciúme, tédio e outros — tendem a surgir em relacionamentos consensualmente não monogâmicos”, destaca.
Apesar disso, o especialista ressalta que há pessoas que administram relacionamentos não monogâmicos com sucesso e que diversos arranjos funcionam bem.
“Embora os relacionamentos consensualmente abertos possam não funcionar para todos, ou mesmo para a maioria, há muitos para quem eles funcionam perfeitamente bem”, conclui.
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