Vida e Saúde

Mulher desenvolve 'terceiro seio' após gravidez: entenda a polimastia, condição rara

Também chamada de mama acessória, a polimastia pode surgir ao longo da chamada 'linha do leite' e afeta cerca de 5% da população.

Agência O Globo - 01/02/2026
Mulher desenvolve 'terceiro seio' após gravidez: entenda a polimastia, condição rara
Mulher desenvolve 'terceiro seio' após gravidez: entenda a polimastia, condição rara - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Após o parto, Jasmine Mamiya foi surpreendida por uma consultora de lactação, que identificou o desenvolvimento de um "terceiro seio" com mamilo em uma região inesperada do corpo.

Segundo a enfermeira, gestantes podem desenvolver tecido mamário extra ao longo da chamada "linha do leite" — uma faixa invisível que percorre ambos os lados do corpo, das axilas à virilha.

Durante a gestação, a elevação dos hormônios estimula os receptores do tecido mamário para preparar a mulher para a amamentação. Como o tecido extra é biologicamente idêntico ao mamário normal, ele pode inchar simultaneamente, formando nódulos e até mamilos adicionais.

Jasmine relatou que inicialmente percebeu um inchaço no local e acreditava tratar-se de uma "verruga".

“Se vocês acham que eu vou enfiar minha bomba de tirar leite aqui e bombear leite da minha axila, vocês estão completamente enganados”, brincou ela em vídeo publicado em suas redes sociais.

O que é polimastia?

Polimastia, ou mama acessória, é o nome dado à presença de tecido mamário fora da região habitual, geralmente se expandindo para as axilas e podendo formar uma “terceira mama” na lateral do braço. Essa condição pode ocorrer em uma ou nas duas axilas, atingindo até 5% da população. Muitas vezes, é confundida com acúmulo de gordura na axila.

A polimastia resulta de uma falha na regressão do tecido mamário durante o desenvolvimento embrionário. Fatores como ganho de peso e excesso de hormônios ou prolactina não são causas diretas, mas podem acentuar a condição.

Durante o desenvolvimento fetal, as glândulas mamárias se distribuem das axilas à virilha, mas normalmente apenas os dois seios permanecem. Quando essa regressão é incompleta, surge a mama acessória.

O caso também foi relatado pela influenciadora Tata Estaniecki, que inicialmente pensou tratar-se de um pelo encravado após a gestação, mas descobriu a verdadeira causa durante consulta médica.

Sintomas

- Volume excessivo em uma ou nas duas extremidades das axilas, abdômen ou região inguinal (próxima à virilha);

- Inchaço e dor, especialmente no período pré-menstrual;

- Possível saída de leite da mama acessória durante ou após a amamentação.

É fundamental procurar um médico ao notar qualquer desses sintomas para avaliação e diagnóstico. Por conter glândulas mamárias, a mama acessória pode, raramente, desenvolver câncer — estima-se que apenas 0,3% dos casos evoluam para a doença.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais eficaz, considerada simples e com duração entre 40 e 90 minutos. O procedimento pode ser realizado com anestesia local e sedação ou anestesia geral. O cirurgião faz um pequeno corte para retirada da mama acessória, e a paciente pode receber alta no mesmo dia, dependendo do pós-operatório.