Vida e Saúde
Anvisa autoriza estudo clínico com polilaminina para lesão medular
Primeira fase vai avaliar a segurança da substância em pacientes com lesão recente na medula espinhal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira, o início da fase 1 dos estudos clínicos em humanos com a polilaminina, medicamento experimental criado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratar lesão medular. Em testes preliminares, realizados em laboratório, a substância conseguiu devolver movimentos a um pequeno grupo de pacientes e cães.
Segundo a Anvisa, a primeira etapa do estudo contará com cinco voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que apresentem lesão completa da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica e ocorrida há menos de 72 horas. Pacientes com lesões crônicas não poderão participar neste momento.
O objetivo inicial é avaliar a segurança da polilaminina, observando possíveis riscos e efeitos colaterais. Os centros que realizarão a pesquisa ainda serão definidos. Dependendo dos resultados, o medicamento poderá avançar para as fases 2 e 3, dedicadas a comprovar sua eficácia no tratamento da lesão. Apenas após a conclusão dessas etapas, a polilaminina poderá ser submetida à aprovação da Anvisa para uso amplo.
A responsável pelo projeto, Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, destaca que, devido à gravidade e à raridade da lesão, além da ausência de alternativas terapêuticas, existe a possibilidade de liberação provisória do medicamento antes do término da fase 3.
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