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Os vencedores da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Cerimônia revelou os premiados da edição especial do festival.

Julia Queiroz 30/10/2026
Os vencedores da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Os vencedores da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou na noite desta quinta-feira, 29, os filmes vencedores de sua 50ª edição. Em cerimônia realizada no Teatro Cultura Artística, na região central, foram premiados filmes como o colombiano Cinco Anos, Quatro Meses e os brasileiros Feito Pipa e 100 Dias.

O júri da Competição Novos Diretores foi composto pelos cineastas Boots Riley (EUA), Ali Asgari (Irã), Cesar Augusto Acevedo (Colômbia) e Laís Bodanzky (Brasil). Eles concederam o Troféu Bandeira Paulista de melhor ficção a Cinco Anos, Quatro Meses, dirigido por Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio. O longa conta a história de uma mulher de 45 anos cujo filho desapareceu durante o conflito armado colombiano.

O melhor documentário foi O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, sobre a artista indígena Sara Flores. O júri também concedeu um prêmio especial a Edward Said: Entre Mundos, documentário de Maiken Baird que percorre quase toda a vida do intelectual palestino-americano e como ela se conecta com a própria história da Palestina.

A melhor direção foi para a mexicana Fernanda Tovar, por Chicas Tristes, sobre duas jovens nadadoras que têm suas vidas transformadas depois de uma delas sofrer uma violência terrível. O filme também foi premiado como melhor filme internacional pelo júri da crítica, composto por 30 profissionais brasileiros, incluindo Luiz Carlos Merten, crítico do Estadão.

Já o melhor filme brasileiro escolhido pelos críticos foi Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco. O filme é inspirado na história do próprio diretor e roteirista e conta a saída de Daniel, um jovem LGBT+, de Catalão, no interior de Goiás, para fazer faculdade no Rio de Janeiro e seu retorno à cidade dez anos depois.

O prêmio do público de melhor filme de ficção brasileiro foi dividido entre 100 Dias, filme de Carlos Saldanha que conta a travessia histórica de Amyr Klink pelo Atlântico, e Feito Pipa, de Allan Deberton, o longa escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027. O filme acompanha o menino Gugu e sua avó Dilma, que começa a sofrer com problemas de memória.

O melhor documentário internacional, para o público, foi também O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas. Já o melhor filme documental brasileiro foi Fernanda, de Pedro Waddington, um documentário intimista sobre a vida e carreira de Fernanda Montenegro.

O Sentido da Vida, do japonês Ryusuke Hamaguchi, foi premiado pelo público como melhor filme de ficção internacional. A produção aborda a relação transformadora entre a diretora de uma casa de repouso nos arredores de Paris e uma dramaturga japonesa em estado terminal.

Premiações paralelas

Nas premiações paralelas, o prêmio Netflix foi para Talismã, de Thais Fujinaga. O prêmio licencia para streaming um filme brasileiro ainda sem janela de exibição em plataformas digitais. Já o Prêmio Paradiso, que oferece aporte financeiro para distribuição, foi para A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr.

O Prêmio Prisma Queer escolheu Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taher, como melhor filme internacional, e London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, como melhor filme brasileiro. O prêmio especial do júri foi para A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Viva Couto.

A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo foi encerrada, mas ainda há sessões de "repescagem" até a próxima quarta-feira, 4.