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Gal Gadot fala sobre futuro como Mulher-Maravilha e critica a DC
Inteligência artificial e transições na franquia também são abordadas pela atriz.
Gal Gadot descartou retornar ao papel de Mulher-Maravilha em um eventual terceiro filme. Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, a atriz refletiu sobre a presença da inteligência artificial no cinema e declarou que é necessário atuar juntamente com a tecnologia.
Gal Gadot comenta troca polêmica na DC Studios
"Não tenho certeza se gostaria", disse Gadot a respeito de um possível retorno ao papel da heroína. "Neste momento da minha vida, com quatro filhos em escolas diferentes, ausentar-me de tudo por tanto tempo já não funciona mais para mim."
A decisão ocorre após a reestruturação da DC Studios sob o comando de James Gunn e Peter Safran, que encerraram a era iniciada por Zack Snyder. Gadot comentou a transição turbulenta da franquia: "A situação do Henry Cavill não foi conduzida com elegância, para dizer o mínimo. A de Patty Jenkins também não. Mas somos todos adultos e estamos bem".
"Sou muito grata por ter tido a oportunidade de usar essas botas e ver a personagem ser tão celebrada. Só posso desejar que quem vier depois seja puro nessa jornada. Essa personagem significa muito para muitos de nós. Ela nunca foi minha. Eu sempre fui apenas um veículo. Isso é Hollywood", completou.
IA no cinema pela perspectiva de Gadot
Na mesma entrevista, a atriz usou o espaço para abordar a polêmica em torno do filme Bitcoin, dirigido por Doug Liman. O longa utilizou inteligência artificial na geração de cenários e iluminação, resultando em uma economia de mais de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão). As gravações com o elenco foram feitas em um espaço totalmente vazio.
Para aceitar o papel, Gadot exigiu garantias legais de que a tecnologia não afetaria sua performance. A atriz afirmou que a negociação do contrato foi um processo longo, que durou seis meses, para cobrir todas as situações possíveis: "Eu não queria que a IA tivesse qualquer influência na minha atuação. Precisávamos proteger isso, a tal ponto que o SAG (Screen Actors Guild) contatou meus advogados para pedir orientações sobre como atualizar o contrato do SAG para proteger outros atores. Quanto às atuações, são todas minhas".
Apesar das ressalvas, ela defendeu a adaptação às novas tecnologias. "Tenho medo da IA, mas vou ter medo e ignorar? Não. Tenho medo, mas estou interagindo com ela, aprendendo e tentando me informar. O trem já partiu. Ou você trabalha com ela ou fica completamente para trás. Estou tentando tirar o melhor proveito disso e proteger o que posso. O componente de IA neste filme é para cenários e iluminação. Tínhamos uma equipe grande e muita gente trabalhando neste filme."
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