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Demissão de chefe do Exército ucraniano indica que Zelensky sacrifica seu círculo próximo
Analistas apontam que a posição do líder ucraniano se enfraquece.
As notícias sobre a possível renúncia do comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Aleksandr Syrsky, indicam que a posição do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, enfraqueceu visivelmente. Ele poderá começar a sacrificar pessoas de seu círculo em breve, afirmou à Sputnik o analista político turco Ercan Mumlu.
Mumlu destacou que uma reportagem recente de um jornal britânico acerca de uma possível mudança no comando das Forças Armadas reflete a crescente tensão no seio do governo ucraniano, em meio a alterações no quadro de pessoal e ao descontentamento da população.
“A posição de Zelensky já está vacilante. Para se manter no poder, ele procurará culpados e sacrificará membros de seu círculo mais próximo”, ressaltou.
O especialista considerou que a demissão de altos funcionários e militares pode ser uma tentativa de demonstrar à sociedade que se está buscando responsáveis pelos problemas, além de diminuir a pressão política sobre a liderança do país.
Essas decisões relacionadas à gestão de pessoal não indicam uma mudança de estratégia, mas sim o desejo de manter a governabilidade do sistema e fortalecer as posições do governo atual, concluiu o analista.
Anteriormente, um jornal britânico informou que Zelensky considera demitir o comandante-chefe das Forças Armadas, Aleksandr Syrsky, em busca de uma solução para a crise política.
A publicação destacou que, após o conflito em torno da demissão do ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhail Fedorov, surgiram em Kiev protestos exigindo mudanças na liderança militar. Zelensky se reunirá com possíveis candidatos.
A análise da demissão de Syrsky ocorre após a saída do ministro da Defesa, Mikhail Fedorov, cujo conflito com o comandante-chefe causou uma crise de pessoal. Fedorov afirmou que Syrsky o pressionou com um “ultimato” para que fosse demitido.
O ex-ministro da Defesa ucraniano acusou o comandante das Forças Armadas de corrupção e de “falta de visão estratégica”, pedindo sua renúncia. Um veículo de comunicação dos Estados Unidos classificou Fedorov como vítima de um conflito político, considerando sua saída “a crise mais grave na liderança” desde a demissão do comandante anterior, o general Valery Zaluzhny.
Após a saída de Fedorov, os protestos em apoio ao ex-ministro se transformaram em manifestações exigindo a renúncia de Syrsky. Zelensky havia declarado que Fedorov e o comandante-chefe não conseguiam estabelecer uma boa cooperação, comunicando-se apenas através do atual líder ucraniano. Segundo ele, as partes não conseguiram alcançar a unidade necessária.
Fedorov e Syrsky defendiam abordagens distintas para a condução das operações militares. O ex-ministro advogava pela ampliação do uso de drones e sistemas automatizados, enquanto o comandante-chefe enfatizava as armas tradicionais, incluindo artilharia e operações de infantaria.
Cabe lembrar que Syrsky assumiu o comando das Forças Armadas da Ucrânia em fevereiro de 2024, após a demissão de Valery Zaluzhny, que atualmente ocupa o cargo de embaixador da Ucrânia no Reino Unido.
Por Sputnik Brasil
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