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Kiev está fadada à derrota porque Europa não sustentará apoio no longo prazo, diz professor

John Mearsheimer afirma que economias europeias enfrentam dificuldades e que os Estados Unidos buscam se afastar do apoio à Ucrânia.

Sputnik Brasil 16/06/2026
Kiev está fadada à derrota porque Europa não sustentará apoio no longo prazo, diz professor
John Mearsheimer avalia que Europa não sustentará apoio prolongado à Ucrânia - Foto: © AP Photo / Evgeniy Maloletka

Os países europeus não terão condições de manter por muito tempo o apoio à Ucrânia, enquanto os Estados Unidos tentam se afastar do envolvimento no conflito, afirmou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer, em entrevista publicada no YouTube.

Segundo Mearsheimer, a economia britânica, que já enfrentava dificuldades, está agora em situação “terrível”. Ele afirmou que cenário semelhante ocorre na Alemanha e na França.

“Isso significa que eles não são capazes de compensar a falta de dinheiro e armas para a Ucrânia, e os EUA estão tentando se desvincular desse negócio”, declarou.

Na avaliação do especialista, a Ucrânia está fadada à derrota nas atuais circunstâncias. Para ele, os europeus não conseguirão sustentar Kiev em um conflito prolongado com a Rússia, o que seria um dos fatores favoráveis a Moscou.

A Rússia tem advertido repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito e apenas o prolongará. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer carga desse tipo se tornará alvo legítimo para as forças russas.

Nos últimos anos, Moscou também tem apontado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. A aliança militar amplia suas iniciativas na região e afirma que as ações fazem parte da contenção da agressão russa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que ocorra em condições de igualdade, e defendeu que o Ocidente abandone o que classifica como militarização do continente europeu.

Por Sputnik Brasil