Variedades
ABL anuncia vencedores de novos prêmios literários
Premiação estreia com categorias de ficção, poesia e humanidades; entrega será em 23 de julho, na cerimônia dos 129 anos da Academia
A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou os vencedores de seus novos prêmios literários, criados para reconhecer as melhores obras nacionais publicadas em 2025. A premiação inaugura três categorias: ficção, poesia e humanidades.
A entrega dos troféus está marcada para o dia 23 de julho, durante a cerimônia oficial de comemoração dos 129 anos da ABL. Segundo comunicado enviado à imprensa, a escolha dos vencedores foi realizada por comissões específicas formadas por acadêmicos.
Ficção
Na categoria Ficção, o Prêmio Guimarães Rosa foi concedido à escritora e jornalista carioca Eliana Alves Cruz, pelo romance Meridiana. Formada em Comunicação Social, Eliana estreou na literatura em 2016 e conquistou o Prêmio Jabuti em 2022. Sua obra é marcada pela investigação da ancestralidade e pela recuperação de narrativas historicamente silenciadas.
A comissão da ABL classificou Meridiana como uma “anti-odisseia” de grande intensidade emocional, ao retratar os conflitos de uma família negra que se muda da favela para um condomínio de classe média.
Poesia
O Prêmio Manuel Bandeira, dedicado à Poesia, foi concedido ao baiano Fabrício Oliveira, de 30 anos, pelo livro Noite Obscena. Natural de São Estevão, no Recôncavo Baiano, o escritor é formado em Língua Portuguesa e iniciou os estudos com o objetivo de deixar o trabalho na roça ao lado da avó.
O jovem autor, que já acumula prêmios nacionais de poesia, teve sua obra elogiada pelo acadêmico Antonio Carlos Secchin.
Humanidades
Na categoria Humanidades, o Prêmio Euclides da Cunha homenageou o escritor, professor e tradutor paranaense Caetano Galindo, pela obra Na Ponta da Língua. Doutor em Linguística pela USP e professor da UFPR, Galindo também se destacou por traduções de grandes nomes da literatura internacional, como James Joyce.
De acordo com a comissão julgadora, o livro encontra um equilíbrio ideal ao abordar a língua portuguesa de forma culta e, ao mesmo tempo, acessível.
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