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Camila Paredes transforma a noite em narrativa sensorial no álbum visual Frenesi

Primeiro álbum autoral da cantora percorre desejo, liberdade, melancolia e cura em nove faixas que ganharam audiovisuais no YouTube

RNR Assessoria 28/05/2026
Camila Paredes transforma a noite em narrativa sensorial no álbum visual Frenesi
- Foto: Roberto Filho

A cantora, compositora e atriz carioca Camila Paredes lança Frenesi, seu primeiro álbum autoral. Com nove faixas, o projeto constrói uma travessia pela vida noturna, indo do momento de se arrumar para sair até a volta para casa com o sol nascendo. Entre pop, R&B, reggaeton, funk, indie pop, MPB e pop rock, o disco transforma flerte, desejo, rua, melancolia, reflexões e cura em uma narrativa sensorial. As músicas também ganharam audiovisuais. Ouça Frenesi nas plataformas digitais e assista aos visualizers no canal da artista no YouTube.

Frenesi foi um álbum que me abriu muitas portas, mas principalmente internamente. A Camila que escreveu Frenesi, definitivamente, não é a mesma que está lançando o álbum. Foram dois anos de processo de criação, capitalização e crescimento interno antes do álbum ir para o mundo, e nesse tempo muitas coisas aconteceram”, conta Camila. “O álbum é uma analogia à vida noturna, uma ode à rua e à noite. Vai desde o momento antes de sair de casa, se arrumando, até a volta com o sol nascendo descalça. Nesse tempo acontece flerte, amasso, melancolia, reflexões e gatilhos. No fim, a tempestade solar se abraça com o caos da noite e os caminhos se abrem para passar.”

Construído ao longo de dois anos, Frenesi também marca um processo de reconstrução pessoal para Camila. Após viver uma relação abusiva e passar anos tentando compreender os efeitos dessa experiência em sua identidade, a artista encontrou no álbum um caminho para retomar a própria voz. “Eu perdi minha identidade e precisei reencontrar a artista em mim. Frenesi é como deixar uma mochila pesada no chão e seguir o caminho leve”, afirma.

O título do álbum parte de uma referência teatral. Frenesi é inspirado em uma personagem da peça Mamutes, de Jô Bilac: uma prostituta revolucionária que usa a sensualidade como ferramenta de luta e afirmação. A partir dessa imagem, Camila criou uma espécie de personagem-conceito para atravessar o disco, guiada por uma cartela sensorial entregue aos produtores musicais. “Se Frenesi fosse uma carta de Tarô, seria O Louco. Se fosse uma Orixá, seria Obba, minha mãe. Se fosse um perfume, seria Fervo Intenso, da Granado. Se fosse um lugar, seria em alta velocidade na garupa de uma moto de madrugada”, explica.

A primeira música escrita para o projeto foi “Gin Tônica”, composta em 2021 como presente de aniversário para um grande amor. Já “Doçura”, single que abriu os caminhos do álbum, marca a primeira música sáfica de Camila. A faixa nasceu depois que a artista ouviu “Lunch”, de Billie Eilish, e se perguntou por que ainda não tinha uma canção que falasse sobre uma vivência afetiva com uma mulher. “Essa situação estava reverberando muito dentro de mim e escrevi ‘Doçura’. Foi a primeira música que eu escrevi pensando no álbum”, relembra.

Créditos: Luisa Xavier

Entre os destaques do disco também está “Fogo Rosé”, faixa que une a Camila cantora à Camila atriz. A canção fala sobre o flerte entre uma atriz e seu diretor, trazendo referências cinematográficas na letra e na performance. “É uma homenagem ao meu lado atriz e a um grande amor das artes cênicas. Faz muitas referências cinematográficas tanto na performance ao vivo quanto na letra, e é a minha favorita do álbum desde o momento que eu a escrevi no quarto”, afirma.

O encerramento fica por conta de “Tempestade Solar”, uma das faixas mais pessoais do projeto. Para Camila, a música representa um processo de libertação emocional. “Durante o processo do álbum, eu curei um machucado que eu achava que jamais ia curar. ‘Tempestade Solar’ finalizar o álbum é muito significativo pra mim, porque ela é um expurgo do pior momento da minha vida. Sinto que, depois que gravei os vocais dessa música, eu curei algo que nunca achei que fosse curar. O peso foi embora e nunca mais voltou.”

Com produção musical de nomes como Gabé e Claudio Costa, além de participações criativas de Matheus Schei, Gabrieu e Cesinha em faixas específicas, Frenesi apresenta Camila Paredes em uma fase mais madura, autoral e livre. Filha de músicos, a artista cresceu em meio à música, iniciou sua carreira profissional ainda adolescente e transita entre o pop, a MPB, o R&B e a cena teatral, construindo um trabalho que une corpo, palavra, imagem e performance.