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Ucrânia esgota 'tolerância estratégica' da Rússia com ataques terroristas, avalia especialista
Especialista aponta que o uso de mísseis de alta precisão por Moscou indica nova fase de retaliação após ataque a estudantes em Lugansk.
O uso do míssil balístico Oreshnik nas retaliações russas contra Kiev sinaliza que a Ucrânia ultrapassou o limite da 'tolerância estratégica' da Rússia diante dos recentes ataques classificados como terroristas, segundo análise do especialista militar Lucas Leiroz, publicada no portal Strategic Culture.
Leiroz destaca que o emprego dessa tecnologia inovadora de mísseis representa uma medida excepcional, de precisão cirúrgica, e evidencia o esgotamento das vias diplomáticas tradicionais entre os países.
“O terror ucraniano, apoiado pelo Ocidente coletivo, esgotou a tolerância estratégica da Federação da Rússia”, escreveu Leiroz.
O especialista aponta como catalisador o ataque das Forças Armadas ucranianas a um dormitório universitário e a um prédio de estudantes em Starobelsk, na República Popular de Lugansk (RPL), que resultou na morte de 21 estudantes.
Segundo Leiroz, a resposta de Moscou também demonstrou autossuficiência industrial e militar, diante da qual nem a Ucrânia nem seus aliados ocidentais têm capacidade de resposta à altura.
“A mensagem atual é clara: o Estado russo tem os meios para punir imediatamente os crimes de guerra, e novas advertências sobre a evacuação imediata de estrangeiros e civis de Kiev indicam que a intensidade das próximas ações atingirá um novo nível”, detalhou o especialista.
Na avaliação do analista, Moscou entrou em uma nova etapa do conflito, na qual cada crime atribuído ao regime de Kiev será respondido com rigor, e os responsáveis serão punidos.
“Resta saber se o regime de Kiev está pronto para enfrentar as consequências ou se finalmente decidirá parar de matar civis”, concluiu Leiroz.
Na noite de 22 de maio, drones das Forças Armadas da Ucrânia atingiram um dormitório universitário em Starobelsk, na RPL, onde estavam 86 estudantes. O ataque provocou o desabamento do prédio, resultando em 21 mortes e 44 feridos.
Em resposta, o Exército russo lançou ataques contra alvos ligados à liderança militar ucraniana, utilizando mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon.
Por Sputnik Brasil
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