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Julgamento de Harvey Weinstein por estupro de atriz é anulado pela terceira vez

Júri não chega a consenso e processo contra ex-produtor segue indefinido em Nova York. Caso envolve atriz Jessica Mann.

15/05/2026
Julgamento de Harvey Weinstein por estupro de atriz é anulado pela terceira vez
Harvey Weinstein - Foto: Reprodução / Instagram

Alerta: O texto a seguir aborda temas sensíveis, como violência infantil, violência sexual e estupro de vulnerável. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de situação, ligue 100 ou 190 para denunciar.

O terceiro julgamento do ex-produtor de cinema Harvey Weinstein por estupro terminou novamente em anulação nesta sexta-feira, 15, em Nova York, após três dias de deliberações. De acordo com informações da Variety, o júri — composto majoritariamente por homens — não conseguiu chegar a um veredicto, levando o juiz a declarar o julgamento nulo.

Weinstein, de 74 anos, já está preso por outros crimes e é acusado de estupro em terceiro grau contra Jessica Mann, atriz que estrelou a comédia romântica This Isn't Funny, em 2015. A defesa do ex-produtor afirma que o encontro entre os dois foi consensual, versão negada por Mann, atualmente com 35 anos.

Esta é a terceira vez que o julgamento deste caso específico termina em anulação. Weinstein está detido desde 2020 e, em junho do ano passado, foi condenado por agredir sexualmente Miriam Haley. Na ocasião, a sentença referente à acusação de Jessica Mann foi anulada porque o presidente do júri se recusou a analisar o caso após um desentendimento durante as deliberações.

Agora, o juiz Curtis Farber concedeu aos promotores um prazo de 30 dias para decidir se pretendem levar o caso a julgamento pela quarta vez. Vale lembrar que Weinstein cumpre pena por outros crimes: em 2023, ele foi condenado a 16 anos de prisão na Califórnia pelo estupro de uma atriz europeia ocorrido há mais de uma década, e recorre da decisão.

Harvey Weinstein, que já foi considerado um dos nomes mais influentes da indústria cinematográfica, enfrenta diversos processos desde que as denúncias de agressão sexual vieram à tona em 2017, impulsionando o movimento Me Too.