Variedades
Espaço Augusta de Cinema busca reverter despejo e mantém parte das salas abertas
Após reintegração de posse, complexo cultural reforça importância histórica e segue com programação parcial na região central de São Paulo.
O Espaço Petrobras de Cinema, antigo Itaú Cinema da Augusta, anunciou nesta sexta-feira, 15, que está adotando medidas legais para tentar reverter a reintegração de posse do imóvel onde funcionava o anexo do complexo cultural, localizado na Rua Augusta, região central de São Paulo. Em nota enviada à imprensa, a administração informou que as salas 1, 2 e 3 seguem abertas ao público, enquanto as salas 4 e 5 e o Café Fellini permanecem fechados, com a programação suspensa.
Segundo o comunicado, o cinema está tomando "todas as medidas legais cabíveis" para buscar uma reversão da situação "da forma mais rápida possível". Este é o primeiro posicionamento oficial do espaço após o cumprimento da decisão judicial, realizado na quinta-feira, 14, e também destacou o papel cultural do complexo, localizado em uma área reconhecida como Zona Especial de Preservação Cultural - Área de Proteção Cultural (ZEPEC-APC).
Espaço resguardo proteção cultural da área
No comunicado, a administração reforça o caráter histórico e cultural do complexo, destacando que o imóvel está em uma área estratégica como ZEPEC-APC, em conformidade com a resolução do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).
Uma nota ressalta ainda o vínculo histórico da região com atividades ligadas à produção e difusão cultural na capital paulista. O espaço reafirmou o compromisso com "a defesa de uma cidade mais equilibrada, culturalmente rica e voltada às pessoas", agradecendo ao público pelo apoio desde 1993.
Reintegração de posse foi cumprida na quinta-feira
A ordem judicial foi executada na tarde de quinta-feira, 14, quando oficiais de Justiça foram no local para cumprir a decisão assinada em março pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível de São Paulo.
A ação judicial foi movida pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários, incorporadara que adquiriu o imóvel em 2022, contra a Arteplex, responsável pela operação do cinema.
De acordo com informações do g1, equipamentos sensíveis, como projetos e cadeiras recém-reformadas, voltados para o imóvel e devem ser retirados posteriormente por uma equipe especializada.
Caso reacende debate sobre preservação cultural
A disputa envolvendo o Espaço Petrobras de Cinema reacendeu a discussão sobre preservação cultural, especulação imobiliária e o futuro dos cinemas de rua em São Paulo desde o início da disputa judicial, em 2023.
Apesar da execução da reintegração de posse na esfera cível, permanece válido um liminar relacionado à preservação cultural do imóvel, que impede alterações estruturais até a conclusão da análise sobre um possível tombamento.
O vereador Nabil Bonduki criticou publicamente a decisão nas redes sociais e afirmou que buscará alternativas para reverter a situação, argumentando que a ordem judicial desconsidera o enquadramento cultural da área e decisões anteriores de proteção ao espaço.
O complexo passou a contar com patrocínio da Petrobras em 2024, após o encerramento da parceria com o Itaú.
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