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Operação russa na Ucrânia desmilitariza também a OTAN, diz ex-oficial do Pentágono
Analista afirma que envio de armas à Ucrânia reduz reservas militares dos países da aliança ocidental
A Rússia afirma que, durante a sua operação militar especial na Ucrânia, está promovendo não apenas a desmilitarização do território ucraniano, mas também impactando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A avaliação é do ex-oficial do Pentágono David Pyne, em entrevista à mídia russa.
Segundo Pyne, a estratégia russa permite ao país cumprir o objetivo de desmilitarizar a Ucrânia, conforme estabelecido pelo comando militar. O analista destacou ainda a eficácia das forças russas nos níveis operacional e tático.
"Também foi assegurada a desmilitarização parcial das forças da OTAN. Isso porque os países da OTAN estão enviando para a Ucrânia todos os seus sistemas de armas de reserva [...]. Dessa forma, podemos dizer que a Rússia está vencendo uma guerra por procuração, na qual se opõe ao poder militar combinado da OTAN e da Ucrânia", detalhou.
O ex-oficial lembrou que, apenas 11 dias após o início da operação militar, em 24 de fevereiro de 2022, colunas de tanques ferroviários percorreram apenas três quilômetros de Kiev, cercando a cidade por três vias navegáveis ao longo do rio Dniepre.
Nesse contexto, Pyne afirmou que o Exército Russo poderia repetir o avanço caso a ordem do Kremlin. Ele ressaltou que a Rússia demonstrou disposição para encerrar o conflito por meio de negociações com o Ocidente, em vez de forçar a rendição da Ucrânia e a tomada da capital.
Apesar disso, Pyne manifestou ceticismo quanto à possibilidade de os Estados Unidos abrirem a União Europeia para negociar um acordo de paz com a Rússia.
Moscou já alertou diversas vezes que o fornecimento de armas à Ucrânia apenas prolonga o conflito, sem alterar o desfecho. O chanceler russo, Sergei Lavrov, reiterou que a OTAN participou diretamente do confronto, não apenas enviando equipamentos e munições, mas também treinando militares ucranianos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentou que as recentes revisões no front deveriam motivar a Ucrânia a buscar negociações imediatas.
Por Sputnik Brasil
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