Variedades
Como traduzir cores para quem nunca as viu?
Projeto Ópera das Cores transforma percepções de pessoas com deficiência visual em espetáculo imersivo e inicia nova edição em abril
Brasil, março de 2026 - Como traduzir cores para quem nunca as viu? Essa pergunta é o ponto de partida da Ópera das Cores, espetáculo imersivo idealizado pela Montenegro Produções que vai transformar a percepção sensorial de pessoas com deficiência visual em música, arte visual e experiência coletiva. A segunda edição do projeto inicia sua programação no próximo mês de abril com a realização de um laboratório artístico, que vai reunir cerca de 100 crianças e adolescentes, e agora busca patrocinadores para viabilizar sua turnê pelo Brasil.
Mais do que um espetáculo, a Ópera das Cores é um processo de criação coletiva. Durante quatro meses, pessoas com deficiência visual vão participar de uma experiência única, que vai propor um “mergulho” na relação entre audição, percepção e imaginação. A partir dessas experiências sensoriais, músicos, artistas visuais e criadores vão transformar as impressões e memórias em composições sonoras e visuais que farão parte de um espetáculo imersivo inédito, que será apresentado ao público no segundo semestre de 2026, nas cidades de Curitiba (PR), Paranaguá (PR) e São Paulo (SP), com 100% da bilheteria revertida para o Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba.
Segundo a diretora da produtora, Carolina Montenegro, a proposta nasceu justamente do desejo de ampliar as formas de percepção artística. “A Ópera das Cores parte de uma pergunta simples e poderosa: como alguém que não vê percebe as cores da música? A partir dessa provocação criamos um processo artístico que transforma sensações em linguagem visual e sonora”, explica a idealizadora do projeto.
A segunda edição da Ópera das Cores vai combinar uma orquestra 100% feminina, vozes, performances visuais e projeções digitais em grande escala, criando um ambiente onde música e imagens dialogam diretamente com as percepções sensoriais desenvolvidas durante o laboratório. A montagem conta ainda com convidados de peso: criação visual do artista multimídia Alexandre Órion e direção musical do maestro Alexandre Brasolin, reunindo diferentes linguagens em uma experiência artística única.
“O mais interessante desse processo é que os participantes não são apenas convidados: eles se tornam parte da criação. As experiências e percepções deles ajudam a construir a estética e o conceito de um espetáculo imersivo e absolutamente emocionante”, ressalta Carolina. As ações que marcam o projeto também dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 4, que destaca a promoção de educação inclusiva e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.
Primeira edição e impacto social
A primeira edição da Ópera das Cores foi realizada na Ópera de Arame, em Curitiba, em setembro de 2023, e reuniu milhares de espectadores em uma proposta que ultrapassou o palco e ampliou o alcance da arte na formação social. Na ocasião, o espetáculo contou com a participação do ator e cantor Alexandre Nero, que proporcionou ao público um grande show ao lado de uma orquestra magnífica conduzida pelo maestro Alexandre Brasolin, e trouxe obras criadas por crianças autistas que pela primeira vez puderam participar da concepção de um projeto artístico. Além do espetáculo, o projeto realizou 20 concertos musicais em escolas públicas, oficinas de criação de instrumentos musicais com materiais recicláveis, beneficiando mais de 2 mil crianças e adolescentes, e encontros com professores e famílias para discutir o papel da arte na formação educacional.
Captação de recursos
A Ópera das Cores está aprovada na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), permitindo que empresas tributadas pelo lucro real destinem até 4% do imposto devido ao patrocínio do projeto. Pessoas físicas também podem participar com doações de até 6% do imposto devido. Para Carolina Montenegro, o envolvimento de patrocinadores é fundamental para ampliar o alcance da iniciativa e garantir a continuidade do projeto. “Projetos culturais como a Ópera das Cores mostram que a arte pode gerar impacto social real. Quando uma empresa apoia uma iniciativa como essa, ela não está apenas viabilizando um espetáculo, está investindo em inclusão, educação e acesso à cultura”, destaca. “Além do incentivo fiscal, os patrocinadores contam com contrapartidas de visibilidade, presença de marca na comunicação do projeto, ações de relacionamento e participação em atividades culturais desenvolvidas ao longo do processo criativo”, completa Carolina.
Ficou curioso e quer contribuir para a realização da Ópera das Cores? Entre em contato pelo site www.montenegroproducoes.com ou pelo e-mail [email protected]. Mais informações no perfil oficial da produtora no Instagram: @montenegroproducoes.
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