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Deborah Colker lamenta morte do neto, inspiração para o espetáculo Cura

Theo Fulgêncio, de 14 anos, convivia com doença rara e foi homenageado pela família e por artistas nas redes sociais.

18/03/2026
Deborah Colker lamenta morte do neto, inspiração para o espetáculo Cura
Deborah Colker - Foto: Reprodução / instagram

A coreógrafa Deborah Colker manifestou, nas redes sociais, profunda tristeza pela morte do neto, Theo Fulgêncio, aos 14 anos. O adolescente enfrentou uma doença rara e sua trajetória influenciou de forma marcante a vida e a obra do artista.

A despedida foi publicada no perfil oficial da companhia de dança que leva o nome de Deborah Colker. Em homenagem, a família expressou carinho e admiração: "Ao nosso guerreiro. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo."

Theo era filho de Clara Colker, primogênito da coreografia.

Doença rara

Theo convivia com epidermólise bolhosa, condição genética, não contagiosa e ainda sem cura, descrita pela extrema sensibilidade da pele, que pode desenvolver bolhas e feridas ao menor atrito.

Ao longo dos anos, a família coincidentemente os desafios enfrentados, contribuindo para ampliar a visibilidade sobre doenças raras e o preconceito que frequentemente cerca essas condições.

A trajetória de Theo também foi retratada no documentário Viver é Raro , lançado em 2023 no Globoplay, que acompanha pessoas que convivem com doenças raras e suas diferentes formas de enfrentar a vida.

Inspiração

Além do documentário, a relação entre avó e neto ultrapassou o âmbito familiar e se transformou em arte no teatro. Em 2021, Deborah Colker estreou o espetáculo Cura , inspirado diretamente na vivência com Theo.

Com trilha sonora original de Carlinhos Brown, a obra reflete uma jornada de busca, dor, fé e transformação. Durante cerca de uma década, uma coreografia mergulhou em pesquisas sobre cura, visitou hospitais ao redor do mundo, mudou de cientistas e investigou diferentes manifestações espirituais.

No palco, a presença de Theo também se fazia sentir de forma simbólica e concreta. Era a voz do próprio menino que dava início ao espetáculo, narrando o mito iorubá de Obaluaê, figura associada à cura e às feridas, em uma metáfora potente sobre acolhimento e resistência.

Homenagens e comoção

A morte de Theo gerou comoção entre amigos, artistas e personalidades públicas, que prestaram solidariedade à família nas redes sociais. Nomes como Carolina Dieckmann, Beatriz Milhazes e Fátima Bernardes deixaram mensagens de apoio.

A atriz Drica Moraes destacou o impacto da convivência com o jovem: "Como aprender com o amor do Theo! Como aprender com a força e delicadeza desse jovem guerreiro!" Já Regina Casé desejou conforto à família, ressaltando o legado afetivo deixado por ele.