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Hospital inicia protocolo de morte encefálica para mulher vítima de feminicídio em Rio das Pedras

Jovem foi baleada na cabeça dentro de casa e está internada em estado gravíssimo; polícia encontrou armas escondidas na laje da residência

Agência O Globo - 03/11/2026
Hospital inicia protocolo de morte encefálica para mulher vítima de feminicídio em Rio das Pedras
Hospital inicia protocolo de morte encefálica para mulher vítima de feminicídio em Rio das Pedras - Foto: Reprodução

O Hospital Municipal Souza Aguiar iniciou, nesta segunda-feira, o protocolo de morte encefálica para Anabella Silva Cardoso, de 18 anos, vítima de tentativa de feminicídio em Rio das Pedras. Em nota, a direção da unidade esclareceu que detalhes estão restritos à família. Anabella deu entrada no hospital após ter sido baleada na cabeça pelo então companheiro Anderson Barbosa Alencar, preso em flagrante durante a madrugada.

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Anderson foi localizado por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investigam o caso. Em depoimento, ele afirmou que o disparo aconteceu acidentalmente enquanto manuseava uma pistola dentro da residência. Segundo a versão apresentada por ele, após atingir a companheira, o homem teria jogado a arma no chão e prestado socorro à vítima.

A versão, no entanto, apresentou inconsistências. Durante as buscas na residência, os agentes não encontraram a pistola no local indicado por Anderson. A equipe localizou o armamento escondido na laje do imóvel, entre tijolos e telhas, dentro de uma bolsa.

No mesmo local, os policiais encontraram um revólver, munições e carregadores, incluindo um modelo alongado. De acordo com a Polícia Civil, a localização das armas em um esconderijo levantou suspeitas sobre a versão de disparo acidental apresentada pelo homem. As circunstâncias do tiro e da ocultação dos armamentos ainda são investigadas.

Investigação pode ser reclassificada

A Polícia Civil autuou Anderson por tentativa de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo. A corporação também decretou a prisão preventiva de Anderson. No entanto, a tipificação do crime pode ser alterada caso seja confirmada a morte da vítima.

A conclusão do protocolo médico de determinação de morte encefálica poderá levar à reclassificação do caso para feminicídio consumado. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do disparo e as circunstâncias em que as armas foram escondidas.