RJ em Foco

Roda de samba homenageia Djavan com edições em São Paulo e Minas Gerais

Evento, que nasceu na Lapa, atraiu mais de 2 mil fãs ao Clube Renascença, no Andaraí, no último dia 18.

Agência O Globo - 31/10/2026
Roda de samba homenageia Djavan com edições em São Paulo e Minas Gerais
Djavan - Foto: Reprodução / Instagram

Parecia um encontro de devotos de Djavan. Essa era a sensação de quem presenciou, há dois domingos, no Clube Renascença, no Andaraí, na Zona Norte, uma massa de mais de 2 mil fãs do artista, acompanhando em uníssono — como em oração — o repertório composto apenas por canções próprias ou gravadas pelo alagoano, executadas em ritmo de samba, numa roda comandada por onze músicos, que durou cerca de cinco horas. As paredes, como num templo, estavam decoradas com imagens do artista, reproduzidas das capas dos discos.

Assista: pescadores se mobilizam para salvar raia gigante presa em rede em Arraial do Cabo

Carnaval: bastidores dos desfiles na Sapucaí são mostrados em série na internet

—Um belo culto dominical — escreveu um internauta na página do projeto Pagodjafãs, junção da palavra pagode com o termo que denomina os admiradores do artista.

Nascida de forma espontânea e despretensiosa, no começo do ano, na calçada de um bar nas imediações da Praça da Cruz Vermelha, na região da Lapa, no Centro, a roda de samba deveria ter uma edição única. O objetivo era apenas comemorar o aniversário do ídolo, do qual os músicos também são fãs. Djavan nasceu em 27 de janeiro de 1949, em Maceió.

Porém, a iniciativa fez tanto sucesso que agora é um projeto que planeja seu primeiro aniversário. Antes disso, fará edições em São Paulo, em novembro, e Belo Horizonte, em dezembro. O músico Arifan Junior, um dos idealizadores, conta que quando o colega Rômulo Mariano sugeriu a homenagem, não esperava que desse tão certo:

— A ideia era nos reunirmos num barzinho e cantar Djavan. Fizemos um card destinado aos amigos, que foi publicado na internet e viralizou. No dia do encontro, a rua foi fechada.

Quem foi pediu bis, e quem não pôde comparecer cobrou outra chance. Da calçada do bar, a roda foi para o Beco da Cultura, perto da Praça Quinze, onde realizou duas edições, em abril e julho. A do Renascença — a quarta —, com direito à canja da cantora Teresa Cristina, abriu a venda de ingressos um mês antes, que esgotaram em poucas horas.

—Ainda estamos digerindo a proporção e o tamanho disso tudo — diz o músico Hugo Ojuara.