RJ em Foco
Operação apreende 47 toneladas de arroz no Rio por suspeita de irregularidade na classificação
Entenda a ação e como se proteger de fraudes.
A Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ apreenderam, nesta quarta-feira, 47,065 toneladas de arroz na cidade do Rio. A ação, batizada de Operação Pó de Arroz, foi deflagrada para apurar possíveis irregularidades na comercialização do produto.
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A operação foi motivada por uma denúncia anônima que levantou suspeitas sobre a classificação do arroz comercializado no comércio varejista do estado. A denúncia foi acompanhada de análises técnicas de amostras do produto, que apresentavam características compatíveis com uma classificação comercial inferior à informada nas embalagens, que identificavam o arroz como Tipo 1.
A classificação Tipo 1 estabelece critérios de qualidade para o arroz, incluindo limites para a presença de grãos quebrados. Nesse padrão, o percentual máximo permitido é de 7,5%. Amostras do produto foram encaminhadas ao Laboratório da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro (BGA-RJ) para análise. Os resultados servirão para verificar se o produto comercializado corresponde à classificação indicada na embalagem.
O quantitativo apreendido permanece nos próprios estabelecimentos e não poderá ser comercializado até a conclusão do processo administrativo. Ao todo, sete estabelecimentos foram fiscalizados. Caso seja confirmada a comercialização de um produto de classificação inferior como Tipo 1, a prática poderá induzir o consumidor ao erro e causar prejuízo financeiro.
Como o consumidor pode se proteger
Observe os grãos: uma quantidade aparentemente excessiva de grãos quebrados pode levantar dúvidas sobre a classificação indicada na embalagem. A confirmação, porém, depende de avaliação técnica.
Desconfie de preços muito abaixo da média: promoções com valores muito inferiores aos praticados no mercado merecem atenção, embora o preço baixo, isoladamente, não comprove fraude.
Avalie o resultado após o preparo: diferenças no cozimento e na textura podem chamar a atenção, mas não são suficientes, por si só, para determinar a classificação comercial do produto.
Confira as informações da embalagem: verifique a classificação indicada, a identificação do fabricante ou empacotador, o CNPJ, a procedência e as demais informações obrigatórias do rótulo.
Caso suspeite de irregularidades, o consumidor pode guardar a embalagem e a nota fiscal e encaminhar uma denúncia à Sedcon e ao Procon-RJ.
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