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PF faz nova fase de operação que investiga vínculos de organização criminosa com políticos do Rio

Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Zona Sudoeste do RJ, após ordens judiciais expedidas pelo STF

Agência O Globo - 29/10/2026
PF faz nova fase de operação que investiga vínculos de organização criminosa com políticos do Rio

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga a atuação de uma organização criminosa junto a políticos, apurando esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais no Rio de Janeiro. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, após ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme a PF, "as buscas estão sendo realizadas em salas comerciais apontadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado, bem como em imóvel residencial vinculado a um dos principais operadores identificados nas apurações". "As medidas buscam a arrecadação de documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e demais elementos de prova relacionados à investigação", informou.

De acordo com a PF, esta fase da operação ocorre após análise de fatos identificados na quinta fase, "especialmente dos dados extraídos de aparelho celular apreendido com um dos investigados". "Tais informações revelaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pelo grupo na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros", explicou.

Conforme investigação da PF, há indícios de que existe "uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa".

A polícia também identificou uso de dinheiro em espécie, movimentação financeira sem rastreabilidade compatível e uso de empresas nacionais e estrangeiras, "além da possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico".